Sete doenças que podem atrapalhar suas férias

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Sete doenças que podem atrapalhar suas férias

Fim de ano chegando, festas e férias. É tudo o que você está esperando. Mas acalme a ansiedade e fique alerta, pois nessa época é que surgem algumas doenças imprevistas por conta da falta de cuidados.

O coordenador médico do Hospital San Paolo, Alexandre Giandoni Wolkoff, traz orientações para evitar as mais freqUentes enfermidades que podem atrapalhar suas tão esperadas férias. Fique de olho!

Insolação - É a primeira e uma das mais comuns doenças de verão. As pessoas estão cansadas e estressadas depois de um ano de trabalho e querem logo se esticar na praia, piscina ou chácara e entregar o corpo a todo calor que o sol tem para oferecer. Esta longa exposição pode causar desidratação e queimaduras, além de sintomas como dor de cabeça, náuseas, tontura, temperatura elevada do corpo e queimaduras que podem ser de pele vermelha a bolhas. Evitar não é tão difícil. Basta não tomar sol entre as 10 e 15 horas e sempre usar filtro solar.

Micoses - No verão, transpiramos muito mais que nas outras estações e, consequentemente, temos um contato maior com a água. A pele úmida é um hotel cinco estrelas para microorganismos que normalmente são adquiridos em diversos locais como piscinas e praias. A doença inicia-se com uma irritação e coceira que causam uma vermelhidão no local, geralmente nas virilhas, pés e unhas. Ao perceber a micose, aconselho procurar na hora um clinico geral ou dermatologista, pois esta é uma doença facilmente confundida com outras. A automedicação nunca é aconselhada.

Desidratação - Entende-se por desidratação uma grande perda de líquidos e sais minerais do corpo. Uma pessoa perde em média 2,5 litros de água por dia, seja por suor, urina ou fezes. Com o alto calor do verão, estas eliminações são potencializadas e outras formas de evasão da água são criadas, como o vômito. Quando desidratado, o ser humano apresenta sede, fica com a boca e olhos ressecados e não urina regularmente. A saída é o repouso em lugares arejados e ingerir líquidos constantemente para que se mantenha hidratado.

Otite - As tubas auditivas também sofrem com o calor. No verão, as pessoas costumam entrar frequentemente no mar ou em piscinas para se refrescarem. Algumas delas, porém, ficam com o ouvido entupido de água o que pode predispor a inflamação e infecção nas orelhas ou otite. Por ser quente, escuro e úmido, as orelhas se inflamam com facilidade e infecções causadas por fungos podem ser freqüentes.

Conjuntivite - Quem contrai a doença fica com os olhos avermelhados e lacrimejantes além de provocar uma sensação estranha que os faz coçar muito. É uma doença comum do verão, pois normalmente é adquirida em piscinas não tratadas devidamente e praias impróprias para o banho. A conjuntivite é de facílima transmissão, por meio do contato manual, por isso, quando contaminado, recomenda-se não se ter contato.

Intoxicação Alimentar - Durante as férias, principalmente as de verão, as pessoas estão acostumadas a comer em clubes, barraquinhas de praia e em outros lugares que não possuem o melhor da higiene no preparo e conservação dos alimentos. Os frutos do mar são os principais responsáveis pela intoxicação alimentar. Podem ser simples e curadas em apenas um dia com re-hidratação, mas também gravíssimas ao ponto da fatalidade quando existirem complicações associadas, podem durar até sete dias.


Brotoejas - São as chamadas bolinhas de água que causam vermelhidão e coceira no rosto, pescoço, ombro, barriga ou peito em crianças e adultos durante o verão, Elas estão diretamente relacionadas com a atuação das glândulas sudoríparas, que são muito exigidas durante o verão por causa do excessivo calor e transpiração. A prevenção consta em evitar ambientes e banhos muito quentes.

Por Jessica Moraes

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