Sarampo e Coqueluche - vacinação na fase adulta

Vacinação para Sarampo e Coqueluche

Foto: Ambro

Baseado em surtos como de sarampo e coqueluche, é preciso destacar a importância da vacinação correta do bebê para evitar doenças na fase adulta e o acompanhamento de suas renovações a cada dez anos. A opção da vacinação é livre, porém poderá gerar consequências sociais, como o surgimento de possíveis epidemias.

Segundo Rosana Richtmann, infectologista e presidente da Comissão de Controle de Infecção Hospitalar do Hospital e Maternidade Santa Joana, trata-se de uma questão de responsabilidade social.

"O cumprimento do calendário de vacinação deve ser seguido e renovado de acordo com o tempo de proteção oferecido de cada vacina. Nesse sentido, muitos adultos se esquecem de retomar vacinas contra o sarampo e coqueluche, por exemplo, só porque já tomaram durante a infância. Essas precisam ser reforçadas a cada dez anos", explica a médica.

Sarampo:

Doença grave tanto para a criança quanto para o adulto. A transmissão ocorre por meio do contato direto com gotículas respiratórias (transmissão aérea) de um a dois dias antes dos sintomas até quatro dias após o aparecimento das primeiras manchas vermelhas na pele. O período de incubação vai de oito a 12 dias (variando de sete a 18 dias). Sintomas: febre, coriza, tosse, conjuntivite, rash macúlo-papular, mancha de Koplik (enantema patognomônico). Complicações: pneumonite, meningo encefalite, otite média, laringotraqueobronquite, diarreia.

Vacinação:

Idade: de um a 20 anos - duas doses da tríplice viral (sarampo, caxumba e rubéola); A primeira dose deve ser tomada com um ano, com reforço entre 4 e 6 anos. Confere proteção com eficiência de 95 a 98%; Efeitos colaterais: a vacina é feita com vírus vivo atenuado, por isso pode causar febre a partir do segundo ou terceiro dia de aplicação, ou até duas semanas após a vacina. A reação febril é benigna e pode ser controlada com antitérmico comum. Raramente aparecem manchas vermelhas na pele (como reação alérgica na pele). Contraindicação: a vacina é contraindicada à gestante. Deve-se evitar a gravidez até 30 dias após o recebimento da vacina.

Coqueluche:

Também conhecida como tosse comprida, é uma doença bacteriana que atinge o sistema respiratório. As principais complicações são: convulsões, pneumonias e encefalopatias, podendo levar ao óbito. É disseminada por meio de gotículas e aerossóis de saliva e, no organismo, lesa os tecidos da mucosa. Seu período de incubação varia entre cinco e vinte e um dia. Os primeiros sintomas são parecidos com o da gripe: tosse, coriza, febre e olhos irritados. Em uma segunda fase, caracteriza-se pelo acesso de tosses sucessivas que podem ser acompanhadas de muco e vômito. As crises tendem a ser mais frequentes à noite;

A doença bacteriana é mais grave e quando ocorre em crianças com poucos meses de vida, já que a resistência dessas é menos e a falta de oxigênio momentânea pode afetar o organismo. O diagnóstico é feito por exames de sangue e cultura das secreções. O tratamento deve ser feito com orientação médica com o uso de antibióticos.


Vacinação:

A vacina é imprescindível. Em crianças, ocorre em três doses: aos dois, quatro e seis meses de idade, além de dois reforços: aos 15 meses e aos 5 anos. A imunização vale por dez anos e após esse período deve ser renovada mesmo na fase adulta. Contraindicação: a vacina é contraindicada à gestante no Brasil.

Por Jessica Moraes

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