Salvar vidas: doe placenta, cabelos e até gordura

Salvar vidas doe placenta cabelos e até gordura

Foto Michal Marcol/http://bit.ly/6Zb67w

Não é só após a morte que pode-se salvar vidas com a doação de partes do corpo. Placenta, sangue menstrual e até gordura podem ser doados para poupar vidas, direta ou indiretamente, ajudando em pesquisas científicas.

O cordão umbilical e placenta, que mantém mães e filhos ligados durante toda a gestação, pode ajudar a tratar 70 doenças graves graças a sua capacidade de reconstituir células. As células-tronco obtidas com esses materiais descartados podem regenerar músculos, ossos, tendões, cartilagens, vasos sanguíneos e neurônios.

A Universidade Federal de Santa Catarina faz testes para gerar fibras cardíacas e nervosas. Células-tronco de cordão e placenta também foram empregadas em testes com pacientes com esclerose múltipla. O sangue que circula neles é uma alternativa ao transplante de medula óssea em casos de leucemias, linfomas, anemias e imunodeficiências congênitas, sobretudo em crianças e adolescentes.

Como doar - A mulher deve ter entre 18 e 36 anos e mais de 35 semanas de gestação na hora da coleta, feita em parto normal ou cesárea. Ela terá que assinar um termo de consentimento para a pesquisa. Precisa passar por pelo menos duas consultas no pré-natal e preencher ficha sobre sua saúde: não pode ter histórico de câncer ou anemia hereditária. Vários hospitais estão credenciados para a coleta, informe-se.

Gordura - Segundo a geneticista Mayana Zatz, coordenadora do Centro de Estudos do Genoma Humano, o tecido adiposo poderá recompor músculos e tratar a incurável distrofia de Duchenne, que leva à fraqueza progressiva e à limitação severa dos movimentos. Os testes em camundongos são animadores.

Para doar - Antes de fazer a lipo, procure o Centro no telefone (11) 3091-7966 ou através do e-mail genoma@ib.usp.br. Os pesquisadores vão ensinar seu médico a guardar a gordura.


Doaçao de cabelos

Quando for ao salão, não deixe a vassoura levar seu cabelo. As mechas restauram a autoestima de mulheres que ficam total ou parcialmente carecas. A ONG paraense "Vítimas de Acidentes de Motor (Orvam) ensina mulheres que sofreram escalpelamento a fazer perucas. O problema acontece em barcos pequenos, usados no transporte coletivo na imensa região amazônica. O cabelo solto das passageiras se prende ao eixo do motor, que arranca o couro cabeludo.

Como doar - Amarre-os secos, num rabo, corte, embale em plástico e envie para: avenida João Paulo II, Lote 134, CEP 66645-240, Belém. Informações pelo telefone (91) 3231-1177 ou no site: orvam.org.br.

Por Carmem Sanches

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