Remédios descartados no meio ambiente causam contaminação

Remédios descartados no meio ambiente causam conta

Preservar o meio ambiente é muito importante para a vida dos seres humanos e sua saúde. Mas você sabia que o descarte de medicamentos no ambiente pode ser prejudicial a você mesmo? Sim, pois os componentes químicos dos remédios vão parar nas águas, solo e são consumidos por animais que depois nós consumimos em nossa alimentação.

Os medicamentos contêm substâncias químicas muito resistentes, portanto não devem ser descartados no lixo ou na rede de esgoto. É comum sobrar comprimidos nas caixas, xarope nos vidros e até ampolas de injeção após o término do tratamento de alguns problemas de saúde. Se o medicamento estiver dentro da validade estipulada pode ser doado, mas em caso contrário não.

Os medicamentos vencidos não podem ser devolvidos para as farmácias, pois podem ser comercializados indevidamente. Além disso, centros de saúde ou qualquer outra instituição de serviço de saúde também não devem aceitar tais medicamentos, já que são desconhecidas as reais condições de armazenamento e conservação nos domicílios, que poderiam adulterar as propriedades terapêuticas do medicamento.

Uma alternativa é entregar em pontos de coleta para que sejam encaminhados para o descarte adequado, ou seja, incinerados. Em São Paulo, por exemplo, as Unidades Básicas de Saúde (UBSs) mantém postos para o descarte de medicamentos. E até algumas redes de farmácias e supermercados também disponibilizam pontos de coleta.


Outra opção seria a compra de remédios fracionados, ou seja, comprar apenas a quantidade necessária ao uso. Mas a prática ainda é pouco comum entre as farmácias. Pesquisas mostram que cada vez mais são encontradas altas concentrações de substâncias de fármacos no meio ambiente. "O gerenciamento e monitoramento da eficiência de remoção desses medicamentos pelos processos convencionais de tratamento de efluentes domésticos das ETEs é de grande importância, pois, no futuro, podem ser necessárias mudanças, ou mesmo a implantação de outros processos de tratamento que complementem a remoção adequada dos resíduos de medicamentos", explicou Sergio Belleza, gerente da divisão de Tratamento de Águas da Argal Química.

Por Catharina Apolinário

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