Reconstrução mamária logo após mastectomia é obrigatória

reconstrução mamária

Mulheres que precisam passar pela mastectomia (intervenção cirúrgica de remoção dos seios) já podem realizar, logo em seguida, a cirurgia de reconstrução da mama. A medida de reconstrução da mama em casos de mutilação decorrente de tratamento de câncer já era obrigatória, mas o projeto que obriga a reconstrução na mesma cirurgia passou a entrar em vigor em março desse ano.

Assim como no caso da atriz Angelina Jolie, que decidiu retirar os seios através de uma mastectomia dupla preventiva, muitas mulheres devem passar pelo procedimento, embora muitas não saibam que possuem esse direito de reconstrução mamária garantido pelo SUS, por meio da rede pública ou conveniada.

Antes, a norma não ordenava que a reconstrução fosse realizada no mesmo procedimento cirúrgico, podendo ser adiada indefinidamente.

Caso as condições para a realização da operação não sejam favoráveis, o projeto determina que a cirurgia plástica seja realizada assim que a mulher estiver em condições para fazê-la.

Há uma fila enorme de mulheres aguardando pela operação de reconstrução mamária, que muitas vezes demora cinco anos para ser realizada. As mulheres com menos recursos financeiros seriam as principais beneficiadas com a mudança.

O cirurgião plástico Alexandre Piassi Passos acredita que os médicos entenderam que a reconstrução imediata das mamas era imprescindível para manter a integridade psicológica da paciente.

De acordo com o médico, as técnicas para tratamento do câncer de mama são variadas, algumas mais conservadoras e outras mais agressivas. "O cirurgião plástico deve estar preparado para reconstruir todos os tipos de retirada, das menos invasivas até as mais complexas", explica Passos.

Em termos psicológicos, o ganho da paciente com a reconstrução imediata das mamas é bastante grande. "Muitas vezes, minhas pacientes se esquecem da patologia mamária inicial, que as levou ao tratamento plástico, transparecendo, nesse outro momento, apenas a preocupação com a beleza mamária. Acho muito interessante e incentivo esta visão, pois acredito que facilita a aceitação da doença em suas vidas", comenta.

O cirurgião ainda revela que são observados casos em que a paciente tem uma vida muito melhor após a reconstrução. "Com um pós-operatório sem depressão, até a imunidade fica maior, fazendo com que a doença inicial, o câncer, tenha chances diminuídas de reaparecer", declara.


Sem dúvida alguma, as mamas são a parte do corpo que as mulheres têm maior orgulho e carinho. Como se vê, a cirurgia plástica, quando aplicada de maneira séria, seja para fins reparadores ou estéticos, tem papel fundamental na autoestima da mulher.

Por Jessica Moraes

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