Psoríase e o preconceito

Convivendo com a psoríase

A psoríase é uma doença que atinge homens e mulheres, a maioria de pele branca, especialmente com idade acima de vinte anos e não é contagiosa. Segundo o dermatologista Valter Claudino, do Hospital e Maternidade Beneficência Portuguesa de Santo André, a desinformação e o preconceito são os principais agravantes da doença.

Além dos aspectos permanentes do tratamento, o portador de psoríase, também precisa enfrentar os efeitos psicológicos causados pela discriminação de quem não conhece a doença.

No dia 29 de outubro, comemora-se o Dia Mundial de Combate à Psoríase. A doença vem de predisposição genética, causa desconhecida e não tem cura, mas controle.

Manifesta-se pela formação de manchas e placas avermelhadas com escamação branca e atinge diferentes lugares e regiões do corpo, sendo os joelhos e cotovelos os mais comuns. Pode apresentar-se em forma de gotas e atingir toda a pele, inclusive no couro cabeludo e nas unhas.

Dependendo do estado emocional do paciente, em períodos de maior ou menor estresse, a doença fica mais intensa e pode apresentar coceiras. Segundo o dermatologista, a doença afeta a qualidade estética do paciente e, consequentemente, a autoestima, despertando uma série de sentimentos como medo, frustração e depressão.

"Junto ao tratamento médico, orientamos um acompanhamento psicológico, já que o paciente precisa aprender a conviver com a doença e a encarar o preconceito", explica Claudino.

Assim que detectada a doença, o especialista deve ser rapidamente consultado, pois em formas mais graves, pode comprometer as articulações, chamada de psoríase artropática, havendo necessidade do tratamento logo no início da doença.


Não existe um tratamento único para a psoríase. Ele pode ser tópico, com medicamentos à base de corticóide e manipulações com ácido salicílico; ou oral, com corticóide, retinóide, entre outras formulações. Também é recomendado tratamento de fototerapia e ambos os tratamentos precisam ser persistentes para que surtam resultados.

Por Jessica Moraes

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