Prevenção contra a dengue

Novo tipo de dengue chega ao Brasil

O verão é a estação do ano mais esperada, porém, não traz só alegria. É nesta época que ocorrem as fortes chuvas e o volume de água que se acumula em locais desprotegidos é muito grande. Justamente nestes lugares, repletos de água limpa e parada, que os mosquitos da dengue depositam seus ovos.

O inseto de nome complicado, aedes aegypti, é o vetor do vírus da dengue. É importante lembrar que eles não fazem discriminação quanto ao tamanho do espaço: podem escolher desde tampinhas de garrafa a caixas d’água. O mosquito se reproduz somente na água, mas os ovos podem permanecer em local seco por cerca de um ano e meio. Em caso de chuva e formação de poças d’água no local, eles poderão se transformar em larvas.

Em todo o mundo existem quatro tipos de dengue, já que o vírus causador da doença possui quatro sorotipos: DEN-1, DEN-2, DEN-3 e DEN-4. No Brasil havia registros dos três primeiros tipos. Porém, em 2010, foram confirmados casos do tipo 4, o que não ocorria há 28 anos. A dengue pode, ainda, se apresentar de quatro formas diferentes, sendo elas infecção inaparente, dengue clássica, febre hemorrágica e síndrome de choque.

Dengue clássica e febre hemorrágica da dengue são as formas mais comuns no Brasil. Embora os sorotipos sejam diferentes, os sintomas das quatro formas da doença são iguais. Os sintomas da clássica são muito parecidos com os da gripe. Suspeite de ter sido contagiado se apresentar febre alta - entre 39° e 40° C - e constante, por mais de sete dias, acompanhada de pelo menos um dos seguintes sintomas: dor de cabeça, enjôo, vômito, dor atrás dos olhos, dores musculares e nas juntas, prostração e vermelhidão no corpo.

"O estado hemorrágico da doença é mais comum no primeiro contato com o vírus. Quando uma pessoa adquire dengue pela primeira vez cria anticorpos para aquele sorotipo. Caso ela venha a ser picada novamente por um mosquito vetor, de um sorotipo diferente, a chance de ela desenvolver a doença na forma hemorrágica também é grande", afirma o Dr. Marco Aurélio Sáfadi, infectologista do Hospital São Luiz, localizado em São Paulo.

Gestantes e crianças devem receber cuidados extras! "Por terem o sistema imunológico mais frágil, crianças e grávidas ficam mais expostas à instalação do vírus e ao desenvolvimento da doença", diz o Dr. Marco Aurélio. É curioso o fato de que nem todas as pessoas picadas pelo aedes aegypti infectado desenvolve dengue. O motivo são as características do sistema imunológico de cada individuo.

A proliferação do mosquito é muito rápida. A fêmea se alimenta de sangue e vive cerca de 45 dias. Neste período, caso o inseto esteja contaminado, pode transmitir o vírus da dengue para aproximadamente 300 pessoas. Após desenvolver a doença, o ser humano, se picado novamente, durante seis dias pode passar o vírus a um mosquito.


O mais importante é prevenir, manter o mosquito longe. O aedes aegypti é o único transmissor da dengue e sem ele não existiria a doença no Brasil. Segundo o Ministério da Saúde, é no quintal das residências que há o maior número de focos de dengue, uma vez que o inseto deposita os ovos em recipientes que contenham água limpa e parada. Portanto, evite acumular água nos vasos de plantas, pneus, garrafas destampadas, calhas e em qualquer outro local que possa atrair a dengue. Outra dica é verificar sempre as condições da caixa d’água e deixá-la sempre bem tampada.

Por Bianca de Souza (MBPress)

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