Práticas que prejudicam a audição

cuidado com o volume alto

Muitas pessoas despreocupam-se com a saúde dos ouvidos. Até que ponto isso pode ser prejudicial? Segundo Reinaldo Yazaki, otorrinolaringologista que também se dedica à saúde auditiva, é importantíssimo dar atenção à própria audição.

"A audição é uma função sensorial especial. Deixar de valorizar sintomas de doenças nos ouvidos, pode ter um custo irreparável para a capacidade de ouvir", afirma.

Exemplos de danos são a redução da audição, que pode acontecer repentina ou progressivamente e o zumbido (apitos ou chiados) no ouvido que vem sozinho ou com tonturas (labirintites).

Outro problema segundo o especialista é o ruído excessivo e prolongado com até 85 decibéis que dura mais de cinco horas, podendo levar a reduções irreversíveis da audição.

Tocadores de mp3 em celulares e outros aparelhos têm levado muitos jovens a ficarem com níveis de audição compatíveis com pessoas acima de 60 anos, quando já se é esperado que haja reduções pelo envelhecimento normal de um indivíduo.

Segundo Yazaki, esse quadro denomina-se trauma acústico crônico e a perda auditiva induzida pelo ruído, que também se aplica a exposição ao ruído que acontece no âmbito de certas ocupações.


"O ideal no caso dos fones de ouvido é ouvir o som em ambientes silenciosos, com volume mais baixo possível, pelo menor período de tempo, de modo que a pessoa ao lado não possa ouvir o som de seu aparelho", recomenda Yazaki.

Por Jessica Moraes

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