Parkinson: conheça os sintomas

Parkinson conheça os sintomas

Foto: © BSIP/Corbis

Você sabia que 12 de abril é o Dia Nacional de Parkinson? Segundo a Organização Mundial de Saúde, a doença atinge cerca de 2% da população, especialmente acima dos 60 anos. Estima-se que cerca de 300 mil brasileiros convivam com o problema. Em quantidade de casos, só perde para a doença de Alzheimer.

A dra. Vanderci Borges, membro titular da Academia Brasileira de Neurologia (ABN), destaca: "É preciso estar atento aos sinais da doença, procurar um serviço de saúde e começar o tratamento logo que confirmar o diagnóstico. Como não há ainda cura, a terapêutica medicamentosa proporciona uma melhora na qualidade de vida do paciente, que pode seguir com suas atividades rotineiras de forma mais saudável".

A doença de Parkinson apresenta alguns sintomas como tremores nas mãos, músculos rígidos, movimentos lentos, alteração do equilíbrio. Caracterizada pela degeneração das células dopaminérgicas do cérebro, situado na substância negra do sistema nervoso central (SNC), sua causa ainda é desconhecida. A dopamina é o principal neurotransmissor dos gânglios basais, responsável por levar informações às áreas cerebrais que comandam o movimento. Sua deficiência acarreta em falhas nos mecanismos de controle motor, que gera os sintomas mais comuns, além de disfunções no sistema digestivo e urinário, uma vez que a mastigação fica comprometida.

Os pacientes também apresentam dificuldade para controlar o esfíncter da bexiga e outros sintomas associados, como depressão, alterações do sono, diminuição da memória e distúrbios do sistema nervoso autônomo. Mais de 80% das pessoas com a Doença de Parkinson sofrem com depressão e, em mais de 30% dos casos, está associada a sintomas não motores.

Vale ressaltar, aliás, que a doença de Parkinson é crônica e progressiva. Não há cura, assim como não há um exame específico para o diagnóstico. Para confirmação, é necessária a avaliação do histórico clínico, por exclusão de outras doenças.

O tratamento inicial é medicamentoso. Conforme a evolução da doença existe a necessidade ajustar as doses e, muitas vezes, combinar mais de um remédio. A cirurgia é uma possibilidade terapêutica, mas somente para aqueles pacientes que recebem os medicamentos de uma forma otimizada, mas que apresentam limitações consideráveis no seu dia a dia.

"Nada impede a progressão da doença, porém vários estudos estão em andamento, principalmente nos grandes centros internacionais, tentando decifrar o que desencadeia o mecanismo de degeneração das células, entre outros aspectos", comenta dra. Vanderci.

Saiba mais

O acesso ao tratamento é garantido pelo Sistema Único de Saúde (SUS) e pelo Programa Aqui tem Farmácia Popular que oferece descontos de até 90% ao paciente.


Por Vila Mulher

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