Paralização dos médicos de planos de saúde - acompanhe as datas

Ginecologia e Obstetrícia serão primeiros atendime

Os médicos anunciaram os atendimentos que serão suspensos, a fim de pedir o término dos abusos dos planos de saúde contra médicos e pacientes. Os atendimentos de Ginecologia e Obstetrícia serão os primeiros a serem suspensos, de 01 a 03 de setembro.

O presidente do Sindicato dos Médicos de São Paulo (Simesp), Cid Carvalhaes e os presidentes do Conselho Regional de Medicina de São Paulo (Cremesp), e da Associação Paulista de Medicina (APM), junto com as Sociedades de Especialidades estiveram reunidos na quarta-feira (10), para anunciar a suspensão de atendimento por conta dos abusos dos planos de saúde a partir do dia 01 de setembro. São 12 planos e seguradoras de saúde, que atendem cerca de 3 milhões de usuários no estado de São Paulo.

A Associação Paulista de Medicina, Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo, Sindicatos dos Médicos, Academia e Sociedades de Especialidades também falaram sobre os abusos dos planos de saúde, prejudiciais à prática da medicina e aos pacientes. Também foram apresentadas reivindicações e os próximos passos do movimento.

O cronograma que rege a suspensão escalonada de atendimento será dividido por especialidades da seguinte forma: de 1 a 3 de setembro - Ginecologia e Obstetrícia; de 8 a 10 de setembro - Otorrinolaringologia, de 14 a 16 de setembro - Pediatria, de 19 e 20 de setembro - Ortopedia e traumatologia; de 21 a 23 de setembro - Pneumologia e tisiologia; de 28 a 30 de setembro - Cirurgia Plástica.

Carvalhaes explica que a paralisação faz parte das ações do Movimento Médico, que é composto pelos presidentes do Simesp, Cremesp, e da Associação Paulista de Medicina junto com as Sociedades de Especialidades. O objetivo é pressionar as operadoras a negociar os reajustes nos valores de consultas e procedimentos e também coibir a interferência da saúde suplementar nas decisões tomadas pelos médicos.

O presidente do Simesp afirma que o Movimento Médico visa melhorara as condições de atendimento do paciente. "Atualmente as operadoras têm interferido permanentemente nas decisões médicas. São uma série de exames, internações e cirurgias negadas diariamente pelos planos sem qualquer motivo ou explicação", completou.

O escalonamento da paralisação será apenas para atendimentos eletivos, para que ninguém seja prejudicado segundo Cid Carvalhaes. "Nosso objetivo não é lesar o usuário, e sim alertar para o fato de que ele já é prejudicado. Quando precisa marcar uma consulta e não consegue, quando seu médico solicita um exame e este lhe é negado. O usuário precisa saber que enquanto ele paga mil reais por mês por um plano de saúde, seu médico está recebendo 25 reais por consulta", afirmou.

O Movimento Médico conta ainda com o apoio de entidades defensoras do consumidor como o Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (IDEC), a Associação dos Usuários de Planos de Saúde (Aussesp) e a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB).

Os planos de saúde

Ameplan, Assefaz, Cetesb, Companhia de Engenharia de Tráfego (CET), Green Line, Intermédica, Mediservice, Notredame, Porto Seguro, Prosaude, Vale e Volkswagen.


Cronograma de suspensão de atendimento:

1 a 3 de setembro - Ginecologia e Obstetrícia

8 a 10 de setembro - Otorrinolaringologia

14 a 16 de setembro - Pediatria

19 e 20 de setembro - Ortopedia e traumatologia

21 a 23 de setembro - Pneumologia e tisiologia

28 a 30 de setembro - Cirurgia Plástica

Por Catharina Apolinário

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