Oxi: nova droga em ação

oxi a nova droga

Foto: divulgação

Oxi, a nova substância química que está sendo considerada a droga mais devastadora do momento, está preocupando as autoridades brasileiras. Ela é muito mais agressiva que o crack e por ser de baixíssimo custo, seu consumo está se espalhando pelo país.

Segundo Carlos Salgado, psiquiatra e presidente da Abead (Associação Brasileira de Estudos do Álcool e Outras Drogas), o oxi, assim com o crack, tem cocaína fumável e alguns pontos parecidos no processamento.

Essa nova droga tem a mistura de outras substâncias, como gasolina ou diesel e cal, mas contém basicamente o mesmo princípio ativo da cocaína. Enquanto esta é inalada em forma de pó, o crack e o oxi são consumidos em forma de pedra. Isso muda a forma como o corpo reage à dose.

"É uma forma de cocaína de ação rápida, efeito intenso e término rápido. Produz a busca repetida e compulsiva, como a do crack. Além disso, o oxi é um estimulante poderoso da atividade cerebral. Quando o estado de alerta se amplia, pode excitar a disposição motora. Em um curto prazo, o usuário tem sensação de plenitude e prazer, em seguida, compulsão. Com a suspensão do uso, pode levar o usuário à depressão, exaustão e ter um grande apetite pelos alimentos. O usuário tende a sentir o desejo do efeito inicial e retorna ao uso", descreve o médico.

Para a saúde, o especialista afirma que o oxi é prejudicial ao aparelho respiratório e responsável por irritações sérias na boca, laringe, pulmões, além de desnutrição, instabilidade de humor, psicose e agressividade.

A droga se popularizou na região no norte do país, com apreensões já no ano passado. Pela facilidade de produção e comercialização da droga, ela tem se espalhado facilmente. "Inicialmente, as drogas mais baratas são mais consumidas quando ficam disponíveis devido à rede de distribuição", explica o presidente da Abead.


Por ser uma droga de baixo custo, o oxi é acessível a qualquer pessoa. Se não houver medidas rápidas e eficazes do governo para combater esse mal, o consumo tende a crescer. "O governo precisa de ações rápidas. Deve haver repressão na fronteira, prevenção na comunidade e tratamento hospitalar e ambulatorial", enfatiza Salgado.

Por Jessica Moraes

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