Outubro Rosa: mês da luta contra o câncer de mama

Saiba tudo sobre o Outubro Rosa e o câncer de mama!
outubro rosa

O rosa colore o mês de outubro por uma boa causa. A cor representa a campanha internacional Outubro Rosa, promovida pelo Ministério da Saúde, em parceria com o Instituto Nacional de Câncer (INCA). O objetivo é orientar a sociedade, por meio do compartilhamento de informações sobre o câncer de mama, e também promover a conscientização acerca da importância da detecção precoce da doença.


De acordo com o Dr. Leandro Ramos, oncologista da Oncomed-BH, a doença não tem causa única. “Seu desenvolvimento deve ser compreendido em função de uma série de fatores de risco, sendo a idade o mais importante para o câncer de mama entre as mulheres. A incidência da doença cresce progressivamente com o envelhecimento, sendo que a ocorrência desse tipo de câncer pode ser externa ou interna ao organismo, interagindo de várias formas, o que aumenta a probabilidade de transformações malignas nas células normais”, explica o médico.

Outros fatores que podem contribuir para o desenvolvimento da doença são:

  • História familiar positiva;
  • História pessoal de câncer de mama;
  • História menstrual: pela maior exposição aos hormônios femininos, mulheres que tiveram sua primeira menstruação antes dos 12 anos e ou entraram na menopausa após os 55 anos, têm um risco aumentado de desenvolver câncer de mama.
  • História reprodutiva: Mulheres que não tiveram filhos ou tiveram o primeiro filho após os 30 anos, e ainda as que não amamentaram, também compreendem o grupo de maior risco;
  • Uso de reposição hormonal (principalmente com estrogênio e progesterona associados);
  • Obesidade;
  • Ingestão regular (mesmo que moderada) de álcool;
  • Presença de mutação genética (incluindo BRCA1, BRCA2, entre outros): embora apenas de 5% a 10% de todos os cânceres de mama sejam causados por estas mutações, sabe-se que a mulher que as possui tem risco muito aumentado de desenvolver tal neoplasia.
  •  Já as chances de cura dependem do tipo de tumor, da idade e das condições de saúde do paciente e do estágio em que o câncer for detectado. Por isso, a prevenção secundária, que significa garantir o diagnóstico precoce no controle da doença, é tão importante. “A Sociedade Brasileira de Mastologia recomenda que todas as mulheres façam a mamografia anualmente, a partir dos 40 anos. Cerca de 95% dos pacientes em bom estado de saúde, que descobrem o câncer de mama em fase inicial e seguem o tratamento recomendado, se livram da doença após cinco anos”, afirma o Dr. Leandro Ramos.

    Não é possível parar de envelhecer, mudar o histórico familiar ou interferir na idade da primeira menstruação da mulher, porém, é factível seguir importantes recomendações para a prevenção primária. “Evitar a obesidade, através de dieta equilibrada e da prática regular de exercícios físicos, além de não ingerir bebidas alcoólicas, são algumas das recomendações importantes na prevenção primária do câncer de mama”, diz o médico. O autoexame também é uma forma de prevenção, porém, não elimina a necessidade da consulta de rotina, destaca o oncologista.

    Autoexame: como fazer?

    De acordo com as orientações do Instituto Brasileiro de Controle de Câncer (IBCC), o autoexame deve ser realizado uma vez a cada mês, na semana seguinte ao término da menstruação. Existem duas formas de fazer o autoexame, são elas:

    No chuveiro ou deitada:

    Coloque a mão direita atrás da cabeça. Deslize os dedos indicador, médio e anelar da mão esquerda suavemente em movimentos circulares por toda mama direita. Repita o movimento utilizando a mão direta para examinar a mama esquerda.

    Diante do espelho:

    1- Levante os braços, colocando as mãos na cabeça. Observe se ocorre alguma mudança no contorno das mamas ou no bico.

    2- Repita a observação, colocando as mãos na cintura e apertando-a. Observe se há qualquer alteração.

    3- Finalmente, esprema o mamilo delicadamente e observe se sai qualquer secreção. A observação de alterações cutâneas ou no bico do seio, de nódulos ou espessamentos, e de secreções mamárias, não significa necessariamente a existência de câncer.

    O que procurar?

  • Caroços (nódulos).
  • Abaulamentos ou retrações da pele e do complexo aréolo-mamilar (bico do seio).
  • Secreções mamilares existentes.
  • *Informações do site do Instituto Brasileiro de Controle de Câncer (IBCC)

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