Os efeitos da falta de sono no corpo

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O sono é uma função imprescindível do nosso organismo para manutenção da saúde do corpo e da mente. Ele é importante para o desenvolvimento normal do cérebro e para os processos de memória e aprendizado. No entanto, privar-se do descanso é algo que merece atenção, uma vez que a falta de repouso adequado pode trazer sérias consequências à saúde.

Pessoas que dormem mal, ou que dormem pouco, normalmente tem seu desempenho físico e mental alterado, como explica a fisioterapeuta da Duoflex especialista em Medicina do Sono, Carolina Elena Carmona de Oliveira. "Indivíduos que dormem pouco desenvolvem distúrbios cognitivos como déficit de atenção, memória, concentração e acabam tendo sonolência diurna excessiva, que pode indicar acidente vascular cerebral, esclerose múltipla ou narcolepsia", explica a especialista.

Uma noite ruim afeta a capacidade de aprendizado, além de reduzir a velocidade de reação. "A memória é fixada durante o sono. É nessa hora que ocorre a secreção de substâncias como a serotonina e a noradrenalina que, se privadas, podem levar a transtornos de humor e de ansiedade", complementa.

Confira abaixo como a privação do sono pode afetar o equilíbrio de todo o organismo a curto, médio e longo prazo:

Curto prazo:

Pode ocasionar dias com desconcentração, lapsos de memória, cansaço físico, dores de cabeça e baixo rendimento nas atividades cotidianas. "Durante o sono as memórias do dia anterior são organizadas e consolidadas. Além disso, ocorrem os preparativos para as atividades do dia seguinte, tanto física como mentalmente", explica Carolina.

Médio prazo:

Aumento do risco de inúmeras doenças como diabetes tipo 2, hipertensão arterial, obesidade, depressão e ansiedade. "Isso ocorre por excesso de liberação de cortisol e adrenalina (hormônios do stress), aliada à redução da liberação de leptina (hormônio da saciedade) e do GH (hormônio do crescimento). Quem deixa de descansar não repara os tecidos do corpo e sobrecarrega o organismo como um todo", comenta a especialista.

Longo prazo:

Envelhecimento precoce, elevando o risco de infarto, derrame cerebral e predisposição de doenças degenerativas, como o Alzheimer.


Por Vila Mulher