Obesidade ou depressão, quem vem primeiro?

Obesidade depressão andam juntas

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Pesquisa divulgada no início de abril, pelo Ministério da Saúde aponta que 48,5% dos brasileiros estão com excesso de peso. O índice cresceu mais de 5% de 2006, quando foi realizado o primeiro estudo, para 2011. E que atire um pé de alface quem nunca teve problemas com a balança. A obesidade facilita o surgimento de doenças e encurta os anos de vida.

Em todos os congressos de medicina, a obesidade é um tema recorrente. Diversos estudos são apresentados mostrando a luta que muitos enfrentam para perder uns quilos e os sacrifícios para não voltar a engordar, o que é muito comum. Junto com os quilos a mais, outro mal assola quem sofre para perder peso: a depressão.

Pesquisa da Unifesp comprovou que 80% dos jovens com excesso de peso são vulneráveis aos sintomas depressivos, comparado a 22% com o peso normal. A associação entre episódios depressivos e obesidade já é conhecida, mas não esperava uma porcentagem tão alta. O estudo mostrou que 34,5% dos adolescentes com risco de ultrapassar o peso normal também apresentavam sinais depressivos. Eles também ganham dos jovens que estão dentro do peso.

"Os sintomas mais comuns de se encontrar nos adolescentes, quando se quer detectar sinais de depressão são sensações de desesperança, culpa, fracasso e baixa autoestima, além de alterações orgânicas como falta de concentração, insônia, perda de apetite e de desejo sexual" explica a avaliadora física Priscilla de Arruda Camargo.


A pessoa com depressão perde a capacidade - principalmente - de ação, a vontade de fazer as tarefas comuns, quanto mais exercícios físicos, e a disposição, portanto é um círculo vicioso, pois estas pessoas tem mais dificuldades para combater a obesidade e assim, também ajudar a curar a depressão.

Por Carmem Sanches

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