O futuro do tratamento da endometriose

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Estima-se que mais de 15% das mulheres em idade fértil, de 15 a 45 anos, sofrem de endometriose, o que representa cerca de 15 milhões de brasileiras. Desse total, aproximadamente 40% sofrem de endometriose profunda, quando é necessária a intervenção cirúrgica para tratamento.

A boa notícia é que uma nova tecnologia utilizada em cirurgias minimamente invasivas realizadas para o tratamento da doença acaba de desembarcar no Brasil.

O Sonicision, dispositivo de dissecção ultrassônica sem fio, oferece como grande benefício ajudar o cirurgião a separar os tecidos comprometidos sem a necessidade de suturar, cortando e cauterizando a parte indesejada com o calor do ultrassom, de forma minimamente invasiva, por laparoscopia (cirurgia por vídeo).

"A endometriose superficial apresenta-se em pequenas vesículas, que podem ser tratadas com hormônios. Quando esse tratamento não é feito, ou quando a endometriose é muito agressiva, formam-se cicatrizes de mais de 5 milímetros de espessura ao redor dessas vesículas. Essa é a endometriose profunda, quando a intervenção cirúrgica faz-se necessária", explica. Paulo Ayroza, especialista em endometriose profunda".


Nesse caso, é preciso ressecar o tecido doente - a fibrose que cresceu em volta da vesícula - com cuidado, para preservar a integridade do órgão, ou seja, cortar com rapidez e controlar o calor do aparelho cirúrgico, para não lesionar o órgão no qual o tecido está aderido", finaliza o médico.

Por Vila Mulher

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