Novo remédio contra câncer mama não provoca queda de cabelo

câncer de mama

© Jesse Reardon/Twila Reardon/Corbis

A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) aprovou recentemente um novo medicamento no tratamento do câncer de mama que não causa queda de cabelo e ainda provoca menos efeitos colaterais que a quimioterapia tradicional.

Isso se dá porque o medicamento trastuzumabe entansina (também chamado de T-DM1) atua diretamente no tumor ao invés de afetar outras células do corpo. Por ser muito potente, esse quimioterápico não pode ser aplicado sozinho pois é muito tóxico ao organismo. Por isso o anticorpo conduz o quimioterápico até o interior da célula tumoral e libera o medicamento lá dentro. De acordo com os organizadores do estudo, trata-se da primeira droga com esse mecanismo aprovada no país.

A nova droga é indicada para um câncer de mama mais avançado, denominado como HER2 positivo, que corresponde a 20% de todos os casos da doença. O uso desse novo medicamento só deve ocorrer quando o tratamento convencional não apresentar mais resultados. Além de evitar os efeitos colaterais da quimioterapia, como a queda de cabelo, por exemplo, ele aumenta em 50% o tempo de sobrevida. Entretanto, o tumor de mama do tipo HER2 positivo continua sendo incurável.

O novo medicamento pode ser usado por mais tempo do que a quimioterapia tradicional. Enquanto que os já existentes são aplicados por, no máximo, oito sessões (por causa da toxicidade), a trastuzumabe entansina pode ser utilizada por tempo indeterminado, com uma aplicação feita a cada 21 dias, já que é menos agressiva.

Em entrevista ao jornal O Estado de S.Paulo, Maria del Pilar Estevez Diz, coordenadora da oncologia clínica do Icesp (Instituto do Câncer do Estado de São Paulo), afirma que o medicamento vai aumentar e muito a qualidade de vida das pacientes e o Icesp passará a utilizá-la. O medicamento deverá estar disponível no mercado em três meses.


Novos estudos vão verificar se o medicamento também é eficaz e seguro se utilizado em fases iniciais da doença.

Por Jessica Moraes

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