Novembro azul: saiba tudo sobre o câncer de próstata

Os índices não são bons e merecem nossa atenção - Saiba tudo sobre o câncer de próstata
câncer de próstata outubro azul

Foto - Istock/monkeybusinessimages

O outubro rosa acabou e agora é hora de falar também da saúde do homem. O novembro azul vem, justamente, para discutir uma das doenças mais comuns para o público masculino: o câncer de próstata. Listada entre as três patologias mais incidentes, a doença apresenta dados alarmantes. Segundo pesquisa realizada em 2015 pela Coalizão Internacional para o Câncer de Próstata - IPCC, 47% dos homens com a doença em estágio avançado desconhecem e não dão importância aos sintomas. 


Segundo dados de pesquisa feita nesse ano pela Sociedade Brasileira de Urologia, na capital mineira as estatísticas não são das melhores: 73% dos belo-horizontinos nunca se consultaram com especialistas em saúde masculina, uma estatística pior que a média nacional, na qual 51% dos entrevistados com mais de 45 anos nunca foi a um urologista.

"Os brasileiros ainda apresentam muita resistência em procurar um urologista, principalmente, os mineiros, mais conservadores. Ainda existem muitos mitos a respeito do exame que, na verdade, é super rápido, não passa de 20 segundos", explica o urologista da Clínica Origen, Bernardo Xavier.

O médico ressalta que não há como se prevenir, mas é muito importante detectá-la precocemente. "Quando a doença é descoberta cedo, as chances de cura são muito altas, podendo chegar a 90%". Segundo Xavier, homens a partir dos 50 anos devem fazer exames de próstata anualmente. Já aqueles que possuem algum fator de risco, devem iniciar os exames a partir dos 45.  Idade e histórico familiar são os dois dos principais fatores que podem levar à doença.

O câncer de próstata se manifesta de forma silenciosa, por isso a necessidade da prevenção para que ele seja descoberto em estágio inicial. O tratamento varia de paciente para paciente e depende do estágio da doença, idade, probabilidade de cura e, expectativa de vida. Cirurgia, radioterapia e terapia hormonal são os procedimentos mais indicados.

"Existem técnicas que, por uma série de fatores, são aplicáveis para alguns e para outros não. Cada organismo reage de uma forma", afirma Marcus Castilho. Para o tratamento da doença, a braquioterapia é um dos recursos mais utilizados. O procedimento, que evita a cirurgia, é benéfico pelo fato de levar a radiação ao local exato do tumor.

"É feita uma distribuição de pequenas sementes de iodo radioativo por toda a próstata do paciente, com o objetivo de diminuí-lo ou erradicá-lo por completo", conta o oncologista. Esse tipo de tratamento também causa um índice menor de disfunção erétil, uma vez comparado com a cirurgia.

Riscos de disfunção erétil e infertilidade?

A maior preocupação masculina é que seja acometido pela incontinência urinária e impotência sexual. Realmente, devido a alguns tratamentos, existe essa possibilidade, por isso a importância do diagnóstico precoce. "Quanto mais cedo ele for diagnosticado, menos agressivo será o tratamento e, logo, menos riscos de ocorrer a disfunção erétil", orienta Roque.

Tratamentos como radio e quimioterapia podem fazer com que a fertilidade do homem seja afetada. "Para aqueles que sonham em ser pais, a capacidade de ter filhos pode ser mantida, se, ao receber o diagnóstico, ele recorrer ao congelamento de espermatozoides, um procedimento simples e garantido", afirma Selmo Geber, professor titular da UFMG e médico da Clínica Origen

Vamos ajudar os homens a ficarem ligados à saúde?

Por Thamirys Teixeira

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