Mulheres sofrem mais com a Síndrome do Pânico

Síndrome do Pânico atinge mais mulheres

A Síndrome do Pânico atinge aproximadamente 2% da população mundial, segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS). Os mais atingidos são jovens no final da adolescência e adultos na faixa dos 30 anos. Um dado preocupante é que a incidência da doença é três vezes maior nas mulheres que nos homens.

De acordo com a OMS, metade das doenças mentais está relacionada aos transtornos depressivos e de ansiedade. A médica Laís de Siqueira Bertoche, especialista em Psiquiatria e Homeopatia, alerta para os males resultantes da Síndrome do Pânico.

"A característica essencial desse transtorno é a presença de Ataques de Pânico recorrentes e inesperados. Trata-se de episódios agudos e graves de ansiedade, de curta duração e que normalmente obrigam a pessoa a interromper suas atividades", explica a psiquiatra, fundadora do Instituto de Terapia Transgeracional (ITT), que busca dissolver os bloqueios herdados da família de origem (ancestralidade familiar) e das vidas passadas (ancestralidade espiritual).

Laís esclarece que o medo é uma antecipação de um sofrimento que já aconteceu, mas que permanece registrado na memória individual, familiar ou no inconsciente coletivo. Por isso, a Síndrome do Pânico pode ser vista como uma resposta de defesa da vida - sendo facilmente observadas todas as reações típicas de um organismo pronto para atacar ou fugir.

Durante as crises, a pessoa pode apresentar medo excessivo, sensação de morte e catástrofe iminente, sem que haja uma causa justificável. Outros sintomas incluem o medo de enlouquecer ou perder o controle, a sensação de irrealidade relacionada ao ambiente e de estranheza em relação a si mesmo. "Estes sintomas são psíquicos e podem ser desencadeados por estresse, perdas, aborrecimentos ou expectativas", enfatiza a especialista.

Entre os sintomas físicos estão sudorese, palpitação, tremores, calafrios ou sensações de calor, sensação de falta de ar ou de asfixia, boca seca, náusea, dor abdominal, tontura e dor ou desconforto torácico. Dois em cada dez casos têm a ocorrência de desmaios. "O organismo se prepara para um evento inesperado e desperta reações de defesa. Estas respostas provocam a liberação de uma grande quantidade de adrenalina na corrente sanguínea, o que causa as alterações fisiológicas necessárias para se ‘enfrentar o perigo’", detalha Laís.

O mais assustador é que esses sintomas podem ser confundidos com outros males, como o infarto agudo do miocárdio, distúrbios da tiróide e arritmias. O problema é que ao sentir esses sintomas, os pacientes acabam buscando tratamento com especialistas de outros doenças, sofrendo o risco muitas vezes do diagnóstico errado.


"É preciso fazer uma investigação completa para obter o diagnóstico correto. Na medicina tradicional costuma-se utilizar os antidepressivos. O tratamento homeopático vem apresentando boas respostas. Outra alternativa é a Terapia Transgeracional, uma abordagem psicoterapêutica que têm por objetivo agir na causa inconsciente que produziu o trauma, identificar e dissolver o bloqueio. O resultado é a libertação do sofrimento e o fim das crises", acrescenta.

Por Carmem Sanches

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