Mulheres sedentárias correrem mais riscos de ter embolia pulmonar

Ricos de ficar sentada muito tempo

Segundo os pesquisadores, este é o primeiro estudo a comprovar que o sedentarismo pode originar esta doença, que ocorre quando um coágulo se forma na veia da parte inferior do corpo - normalmente nas pernas, coxas ou quadris - e circula até o pulmão, obstruindo a passagem de sangue por uma artéria. Entre os sintomas mais comuns de embolia pulmonar estão dificuldade de respirar, taquicardia, tosse seca ou com sangue e dor no peito.

Para a realização do estudo foram acompanhadas 69.950 enfermeiras durante 18 anos. A cada dois anos, elas forneciam dados sobre seus hábitos de vida. As profissionais que passavam grande parte do tempo sentadas - mais de 41 horas semanais, fora do horário de trabalho - se mostraram duas vezes mais propensas a desenvolver a embolia pulmonar do que as que ficavam sentadas por menos de 10 horas semanais, fora do horário de trabalho.

Para o Dr. Jackson Caiafa, coordenador de programas sociais da Sociedade Brasileira de Angiologia e de Cirurgia Vascular, o estudo vem ratificar a importância da atividade física. "Quem pratica exercícios não é obeso e não tem dificuldade para se movimentar, o que reduz e muito a incidência de trombose ou embolia pulmonar", explica.

As mulheres são mais propensas a desenvolver esta doença em qualquer idade, mas os casos são mais comuns a partir dos 40. Depois 60, o risco é ainda maior. "As que tomam anticoncepcionais, seja para evitar gravidez ou para reposição hormonal, são obesas, possuem varizes graves e não fazem nenhum tipo de atividade física têm mais facilidade de desenvolver essa trombose venosa profunda dos membros inferiores", explica o médico.

As pessoas que se enquadram na chamada "síndrome da classe econômica" das companhias aéreas também estão mais propensas a serem diagnosticadas com embolia pulmonar. "Por conta da dificuldade de locomoção dentro das aeronaves, os passageiros fazem viagens longas, que duram entre oito e 10 horas, e não se levantam. Esse comportamento também contribui para o surgimento desse problema", alerta Dr. Jackson.


O Dr. Christopher Kabrhel, do departamento de medicina de emergência do Massachusetts General Hospital, nos Estados Unidos e líder da pesquisa, acredita que campanhas de saúde pública que estimulem as atividades físicas pode ser uma saída para reduzir a incidência de embolia pulmonar.

Por Juliana Falcão (MBPress)

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