Mulheres relatam violência e descaso em consultas ginecológicas

A página do Facebook "Camomila - Saúde Feminina" reuniu alguns relatos chocantes que mostram o que algumas mulheres já sofreram no ginecologista
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Foto: Istock

Você já sofreu algum tipo de machismo, assédio, preconceito ou violência em uma consulta ginecológica? A falta de respeito em relação às mulheres e seus corpos vai muio além das ruas, invadindo até ambientes em que a mulher supostamente deveria se sentir segura e acolhida.


Foi isso o que relatou a página do Facebook "Camomila - Saúde Feminina". A página é da estudante de medicina  Fernanda Americano Freitas Silva, e fala sobre a saúde da mulher levando em conta o bem estar físico, emocional e espiritual, incentivando o autoconhecimento e o empoderamento feminino.

De acordo com Fernanda, a criação da página se deu por conta da percepção da falta de autoconhecimento sobre o próprio corpo que as mulheres têm. "As mulheres ao meu redor, não conheciam seu próprio corpo e tinham muitas dúvidas ginecológicas, pois na maioria das vezes não obtinham resposta nas consultas! Assim a ideia da página é compartilhar o conhecimento em saúde da mulher em uma linguagem simples e empoderadora", disse.

No Dia Internacional da Mulher a página compartilhou relatos chocantes de mulheres que relataram serem mal tratadas e desrespeitadas em consultas ginecológicas. Os relatos vieram após as mulheres serem perguntadas se em consulta ginecológica já haviam sido desrespeitadas, assediadas, se já se sentiram-se diminuídas ou foram ouvidas em relação a suas vontades.

As histórias vão desde a represália por querer fazer laqueadura até o assédio e o descaso de médicos e (até) médicas que tratam o corpo do próximo com o mínimo de cuidado possível. 

Confira aqui as imagens na galeria:

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De acordo com Fernanda,  é preciso que haja uma conscientização maior nos ambientes acadêmicos para que o/a profissional saia da faculdade respeitando as decisões da mulher. "Acredito que primeiro as mulheres devem se empoderar em relação ao seu corpo, conhecer sua anatomia genital, entender seu ciclo menstrual, reconhecer suas alterações para que cada vez mais possamos questionar com propriedade esses atendimentos e aí sim, esses profissionais entenderão que quem tem o comando sobre o corpo da mulher é ela mesma! Isso faz parte do movimento da ginecologia autônoma", finaliza.

Confira o post original e siga a página Camomila - Saúde Feminina para mais conteúdos sobre ginecologia autônoma e empoderamento.

Por Thamirys Teixeira

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