Mitos e verdades sobre a vacina contra a gripe

Vacina contra gripe  mitos e verdades

Foto: FreeDigitalPhotos http://bit.ly/JHVdLe

Até o dia 25 de maio acontece a campanha nacional de vacinação contra a gripe. A dose disponível em mais de 60 mil postos espalhados pelo Brasil protege a população da gripe comum e também do vírus influenza A (H1N1), a gripe suína.

A campanha existe desde 1999 e é destinada aos idosos a partir de 60 anos, crianças de seis meses a dois anos incompletos, grávidas em qualquer período da gestação, indígenas e profissionais de saúde. A meta do Ministério da Saúde é vacinar 24,1 milhões de pessoas, o equivalente a 80% do público-alvo.

Porém, muita gente tem medo de tomar a vacina alegando que a vacina provoca uma gripe ainda mais forte ou que pode trazer outros tipos de reações. Para esclarecer algumas dúvidas, o Vila Mulher conversou com Dra. Adriane Cruz, pediatra e infectologista do Hospital Quinta D’Or, no Rio de Janeiro. Confira:

Por que pessoas a alérgicas a ovo não podem tomar a vacina?

Esta e outras vacinas possuem em sua composição proteínas como a ovoalbumina, agente causador da anafilaxia (alergia grave) ao ovo.

Quem estiver gripado e tomar a vacina pode potencializar a doença?

O sintoma mais associado após a vacina é vermelhidão no local da aplicação e febre, que ocorrem de seis a 24 horas após a aplicação. As contraindicações à vacina, além dos alérgicos a ovo, servem para as pessoas com doença febril aguda, de moderada a severa, que pode ser um sintoma de gripe. Nesse caso, a vacinação deve ser adiada até o desaparecimento dos sintomas.

Pessoas que tomam a vacina pegam gripes mais leves ao longo ano?

A vacina protege, mas não tem eficácia de 100%. Estudos mostram que a proteção em crianças e adultos saudáveis pode ser de 70 a 90% e que a vacina contra a gripe pode reduzir a necessidade de hospitalização por pneumonia em maiores de 60 anos em até 70%.

Quando a vacina é tomada todo ano ela corre o risco de perder a eficiência?

Não. Os vírus sofrem mutações todos os anos e o Ministério da Saúde está atento a estas mudanças. Além do mais, é recomendação da OMS (Organização Mundial da Saúde) a vacinação todos os anos contra o vírus influenza.

Há riscos para os bebês de grávidas que são vacinadas?

Não. Aliás, a gestação é um excelente momento para vacinar. O bebê ficará protegido por passagem de anticorpos via placenta até que possa receber a vacina. No período da gestação, as mulheres ficam mais suscetíveis a infecções, como gripes e resfriados, com altas taxas de mortalidade.

Por que crianças com menos de seis meses não podem tomar vacina?

Os estudos foram realizados em pessoas a partir de seis meses, uma vez que existe influência dos anticorpos maternos na imunidade do recém-nascido. Somente após os seis meses, que é quando o bebê começa a perder a proteção que recebia do corpo da mãe (na placenta materna), é que é recomendável a aplicação.


A vacina só deve ser tomada em risco de epidemia?

Não. Trata-se de uma doença viral, altamente contagiosa, afetando todas as idades com altas taxas de morbidade e mortalidade a cada ano. Apesar de ser autolimitada na grande maioria das vezes, ou seja, o próprio organismo se encarrega de curar em poucos dias, há possibilidade de complicações, independentemente de estarmos diante de epidemia. Considere a vacinação sempre que houver possibilidade.

Por Juliana Falcão (MBPress)

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