Meninas que tomaram vacina contra HPV ainda estão internadas

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Na última quinta-feira (04/09), 11 estudantes de uma escola em Bertioga, no litoral de São Paulo, tomaram a segunda dose da vacina contra o HPV e foram hospitalizadas no Hospital Guilherme Álvaro, em Santos. 8 delas foram liberadas no mesmo dia, mas as outras 3 continuam internadas, alegando que não sentem as pernas e têm dificuldades para andar.

Apesar dos possíveis efeitos colaterais, a diretora de imunização da Secretaria de Saúde do Estado, Helena Sato, acredita que o ocorrido não foi por conta da vacina, mas sim por um efeito de ansiedade. Ela afirma que foram feitos exames neurológicos nas estudantes, que comprovaram que não há a chance delas ficarem tetraplégicas

Em entrevista à "Veja", a diretora falou que não pretende suspender a vacinação. "Também já afastamos problemas com o lote. No dia em que as 11 meninas apresentaram os sintomas, vacinamos oitenta na escola. A mesma vacina também foi utilizada em outras cidades, e nada aconteceu", disse ela.

O HPV é um dos causadores do câncer de útero, doença que mata 1 a cada 4 mulheres que têm a doença. Na primeira etapa da campanha, aproximadamente 940 000 meninas entre 11 e 13 anos receberam a primeira dose em todo o estado, com 98% de cobertura.


Por Helena Dias

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