Medicamento reduz risco de câncer de mama

Medicamento reduz risco de câncer de mama

Um novo medicamento está sendo considerado promissor contra o câncer, pois reduz em até 65% o risco de câncer de mama entre as mulheres pós-menopausa, segundo um estudo da Faculdade de Medicina de Harvard divulgado semana passada.

O estudo realizado em um grupo do Canadá mostrou que o risco de câncer de mama em mulheres na menopausa diminuiu em 65% quando as pacientes foram medicadas com exemestano, uma droga oral que reduz a produção de estrogênio, hormônio que os médicos acreditam ter ligação com o aparecimento da doença.

"A pesquisa pode significar um grande avanço para as mulheres que apresentam maior risco de desenvolver a doença.

O estudo mostrou não só uma impressionante redução do câncer de mama como também o surgimento de excelentes efeitos secundários", afirmou o doutor Paul Goss, principal autor do estudo divulgado na reunião anual da Sociedade Americana de Oncologia Clínica, em Chicago.

A pesquisa sustenta que os inibidores de uma enzima chamada aromatase, como o exemestano, comercializado sob o nome de Aromasin, são diferentes de outras drogas antiestrogênicas, como o tamoxifeno e o raloxifeno, utilizadas como terapias preventivas para mulheres com alto risco de desenvolver câncer de mama.

Os três medicamentos são aprovados pela FDA (Agência de Drogas e Alimentos dos Estados Unidos). No entanto, efeitos colaterais graves foram registrados com o uso de drogas como o tamoxifeno, incluindo um raro, porém grave, caso de câncer de útero e coágulos de sangue potencialmente fatais.


O estudo de Goss, em contrapartida, afirma que inibidores da aromatase neutralizam a produção de estrogênio sem as graves toxicidades observadas com o tamofixeno.

Por Jessica Moraes

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