Malefícios dos vícios

Os vícios promovem mudanças drásticas na vida dos dependentes. Segundo a psicóloga Lúcia Ferreira Costa e Silva, membro da SOBRAPA (Sociedade Brasileira de Psicologia e Acupuntura), os vícios prejudicam os relacionamentos profissionais, familiares e envolvem todo o universo do dependente de forma gradativa.

“Normalmente são pessoas mais introvertidas, que se sentem sozinhas. Às vezes, usam o vício como uma fuga e também como companheiro. Desta maneira, se sentem acolhidos e chegam a criar um mundo próprio”, explica a psicóloga.

Daniel Salles é jogador de pôquer e começou no carteado aos 13 anos de idade. Ele costumava ir aos clubes todos os dias e passava muito tempo jogando. Essa rotina pouco a pouco foi mudando sua vida. “Quanto mais tempo eu jogava, menos tempo tinha para sair com meus amigos. Com o tempo, eles foram se afastando. Agora que jogo menos, estou tendo os velhos amigos de volta e me divertindo bem mais”, afirma o jovem, de 25 anos.

“A pessoa precisa querer se curar para deixar o vício de lado. A terapia tem que saber chegar no paciente e é preciso que haja colaboração dele próprio para que o tratamento funcione”, afirma Lúcia.

Juliana Abbamonte também é dependente, só que de cigarro. Ela fuma há 12 anos e afirma que sua vida sofreu alterações por causa disso. A estudante, que já praticou ginástica olímpica, jazz e dança de salão, teve problemas para realizar as atividades devido à falta de fôlego. “Hoje em dia, meu fôlego está pior. Sinto dificuldade até para subir escadas”, conta.

Juliana revela também que deixou de conhecer lugares por não permitirem que entrassem fumando. “Já cheguei a ir até a porta de um restaurante e desisti de entrar porque não havia ala para fumantes”, declara. Ela só reduziu o consumo de cigarro há três meses, pois seu atual namorado não fuma e não gosta do cheiro da fumaça.

“Cuidar da parte emocional é a melhor forma de largar o vício. O acolhimento de familiares e pessoas próximas é essencial. No caso de drogas, muitas pessoas começam a ser usuárias para serem aceitas por um grupo. Fazer uma terapia ocupacional é uma ótima opção”, completa a especialista Lúcia Ferreira Costa e Silva.

Fonte - MBPress

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