Lúpus: sabia mais sobre a doença de Paulinha (Amor à Vida)

lúpus Paulinha

Paulinha tem lúpus - foto divulgação: Rede Globo

Embora seja pouco conhecida entre a maioria da população, o Lúpus é uma doença que está sendo abordada atualmente na novela "Amor à Vida". A personagem Paulinha (vivida pela atriz Klara Castanho), de 12 anos de idade, descobre ter lúpus, uma doença inflamatória provocada por uma desorganização do sistema imunológico, que libera a produção de anticorpos contra o organismo.

Uma das características principais da doença é sua intermitência, ou seja, os períodos de sua manifestação. A pessoa com lúpus geralmente tem fases nas quais apresenta sintomas (período de atividade) e outros momentos sem sintoma algum (período de remissão).

Existem dois tipos de lúpus: um é o sistêmico, onde apresenta sintomas em vários órgãos como pele, pulmões, coração, rins, além de articulações e outros. Nesta forma sistêmica, também são comuns sintomas gerais com cansaço, desânimo, anemia, febre baixa e emagrecimento. Também pode apresentar inflamação nos rins, inchaço nas pernas e no rosto, hipertensão arterial e, nos casos mais graves insuficiência renal com necessidade de hemodiálise.

O segundo tipo é o cutâneo, ou seja, só se manifesta sobre a pele, sem atingir outros órgãos. No entanto, a pessoa pode ficar com marcas e manchas na pele do rosto e por isso, estigmatizada, o que determina diminuição da autoestima, principalmente nas mulheres.

O lúpus atinge pessoas de qualquer idade, raça ou sexo, porém é mais comum em mulheres, a partir da adolescência, por conta de fatores hormonais. Embora seja crônica, é possível controlar a doença, levando uma vida praticamente normal.

Segundo o presidente da Sociedade de Reumatologia do Rio de Janeiro, Evandro Mendes Klumb, o diagnóstico do lúpus é feito pelo reconhecimento dos sintomas característicos da doença pelo médico reumatologista e através de exames laboratoriais.

O tratamento do portador de lúpus depende do tipo de manifestação apresentada e deve ser individualizado. O objetivo, de acordo com o especialista, é reequilibrar o sistema imunológico, além de controlar dor e inflamação.

"A intensidade com que se busca esse reequilíbrio e a quantidade de medicamentos necessários para esse controle, depende fundamentalmente da gravidade e extensão da doença. Nos casos mais leves, pode-se usar apenas a cloroquina ou hidroxicloroquina e analgésicos. Já para casos mais graves, pode se fazer necessário o emprego de cortisona e até medicamentos denominados de agentes biológicos como terapia ‘alvo’", explica Klumb.

O especialista destaca como sendo fundamentais para o reequilíbrio imunológico do portador de lúpus medidas de proteção contra a claridade ou irradiação solar (com o uso de fotoprotetores), suspensão do tabagismo, afastamento de condições de estresse, alimentação balanceada, repouso adequado e atividade física regular.


No entanto, a maioria irá precisar de um acompanhamento regular, a cada três ou seis meses, com um reumatologista, pois, em caso de uma reativação dos sintomas da doença, esses devem ser controlados logo no início, permitindo que a pessoa rapidamente reequilibre o seu sistema imunológico e recupere sua saúde.

Por Jessica Moraes

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