Julia Dalavia, de Os Dias Eram Assim, fala sobre HIV e AIDS

"Minha geração não viu o sofrimento daquela época e de todo mundo que foi embora cedo por causa da doença”.
nanda os dias eram assim

Foto: Reprodução/TVGlobo/Gshow

Julia Dalavia está contando uma história emocionante na TV na supersérie Os Dias Eram Assim. A atriz de 19 anos, que está vivendo Nanda, uma jovem portadora do vírus HIV, contou hoje no programa Encontro, sobre a repercussão das cenas entre os fãs nas ruas e nas redes sociais. 

A personagem de Julia vive nos anos 80 e começa a ter os sintomas, sofre com febres e dores no corpo até ser diagnosticada com a doença. Na época, acreditava-se que havia um grupo de risco de infectados e as mulheres não faziam parte desse grupo. “É um desafio enorme viver a Nanda porque é uma personagem muito forte e que fala de uma doença que se espalhou pelo Brasil, que matou muita gente e que foi tabu por algum tempo”, opina Julia.


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Foto: Reprodução/TVGlobo/Gshow

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Além do carinho dos fãs, a atriz precisou emagrecer 10 kg para marcar a nova fase da personagem. Com acompanhamento médico e fazendo dieta, ela ressalta a importância da doença ser destaque na trama para alertar os jovens.

"Tive que ir me reeducando. Entrei com acompanhamento de uma nutricionista e consegui perder esse peso. É uma carga emocional alta. Estou muito feliz com esse trabalho”,conta.

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Foto: Reprodução/TVGlobo/Gshow

Julia também alertou sobre os perigos do sexo sem proteção em um papo sobre HIV e AIDS nos dias de hoje. "Acho que o maior medo de transar sem camisinha hoje é a gravidez e não uma doença como a Aids. Acho que a minha geração não viu o sofrimento daquela época e de todo mundo que foi embora cedo por causa da doença”, alertou Julia.

AIDS no Brasil: números de 2017

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Foto: Reprodução/TVGlobo/Gshow

O Brasil é o país mais populoso da América Latina e também o que mais concentra casos de novas infecções por HIV na região. O país responde por 49% das novas infecções – segundo estimativas mais recentes do UNAIDS -, enquanto o México responde por 13% das novas infecções. De acordo com o relatório mais recente do UNAIDS – lançado em junho de 2017, em 2016, estima-se que tenham ocorrido uma média de 48.000 novas infecções pelo HIV. Além disso, o número de mortes relacionadas à AIDS no Brasil foi estimada pelo UNAIDS em uma média de 14.000 em 2016.

O Brasil adotou em 2013 novas estratégias para frear a epidemia de AIDS, oferecendo tratamento a todas as pessoas vivendo com HIV, independentemente de seu estado imunológico (contagem de CD4). Além disso, o país vem simplificando e descentralizando o tratamento antirretroviral; aumentando a cobertura de testagem para HIV em populações-chave, entre outras iniciativas.

O Brasil hoje tem uma das maiores coberturas de tratamento antirretroviral (TARV) entre os países de baixa e média renda, com mais da metade (64%) das pessoas vivendo com HIV recebendo TARV – segundo os dados mais atuais do Ministério da Saúde – , enquanto a média global em 2016 foi de 53% – segundo dados compilados pelo UNAIDS.

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