Infecção vaginal: conheça as mais comuns

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Michael Stewart/Corbis

Uma mulher sabe - ou deveria saber - da importância de manter a higiene pessoal todos os dias. A infecção vaginal é uma realidade. Se não tratada, pode se transformar em graves problemas de saúde, como doenças inflamatórias pélvicas até câncer genital.

Como ninguém quer ficar doente, o melhor remédio é a prevenção. Conhecer o próprio corpo e buscar ajuda médica aos primeiros sinais de que algo não vai bem são um grande negócio.

Mas por que elas ocorrem?

Antes de tudo é importante conhecer o pH, uma espécie de termômetro da saúde vaginal que mede o grau de acidez ou alcalinidade de uma unidade. Os médicos consideram saudáveis quem apresenta um pH entre 3,8 a 4,5, considerado PH ácido. A efeito de comparação, a água tem índice de pH 7 e é reconhecidamente neutra.

O pH menor que 7 indica que tal meio está ácido, já para pH maior que 7 indica que está básico e para um meio com pH 7 indica que ele é neutro. Se o pH da vagina aumenta a sua acidez - ou seja, maior que 7 - há possibilidade ao ataque de fungos.

Daí que surgem as famosas infecções vaginais. A Associação de Obstetrícia e Ginecologia do Estado de São Paulo (Sogesp) informa que a redução do nível de lactobacilos na vagina e a consequente alteração do PH vaginal está na origem de todas elas.

Os culpados

Pasmem. Os preservativos costumam estar na origem de grande parte dos casos de corrimentos crônicos. O látex das camisinhas pode provocar uma reação alérgica na vagina e desequilibrar o pH.

O uso de produtos de higiene íntima, aqueles que vendem em farmácia, também são outro agente irritante. As duchas vaginais destroem a flora benéfica de lactobacilos de Doderlein, que protegem a vagina de bactérias invasivas. O uso de cremes vaginais sem acompanhamento médico é outro fator potencial de corrimentos recorrentes.

Alguns tratamentos com antibióticos podem desequilibrar o pH. Assim como situações de estresse e baixa resistência do organismo causam o mesmo efeito e podem produzir infecções.

"Algumas mulheres nascem com uma infeliz predisposição a ter desequilíbrios da flora vaginal, assim como certas mulheres são mais predispostas à acne", lembra a norte-americana Natalie Angier, autora do livro Mulher, Uma Geografia Íntima.

Só para ter uma noção, existem pelo menos seis tipos de infecção vaginal que causam corrimento. São elas a vaginose, a candidíase e a tricomoníase - cujo produto infeccioso é o corrimento visível, que a mulher percebe - e a clamídia, o mioplasma e a neisseria ou gonorréia, que produzem corrimento junto ao cérvix - a entrada do útero - e a qual não percebemos.

A visita regular ao ginecologista, uma vez por ano no mínimo, é a melhor forma de prevenção do corrimento. O exame da secreção em laboratório e a consulta propriamente, que levanta a história da paciente, são outros recursos que os médicos utilizam para definir o melhor tratamento de uma infecção instalada.

A dica é manter uma alimentação saudável e cultivar bons hábitos de vida como a prática de exercícios físicos e até de algum tipo de meditação ou relaxamento para impedir que o corrimento volte. Evitar alimentos apimentados ou muito condimentados, álcool e cigarro em excesso e produtos enlatados ou industrializados, que contêm conservantes químicos, fazem parte do tratamento.

Evite

• Perfume ou talco, papel higiênico e absorvente perfumado. Quanto menos substâncias químicas melhor, para não agredir a flora bacteriana vaginal;

• Sabonetes muito perfumados, pois podem causar coceira e/ou irritação;

• Usar absorvente sem estar menstruada ou roupas apertadas, porque dificulta a ventilação e contribui para aumentar a umidade da região;

• Sabonetes com hidratantes, pois eles desequilibram a flora vaginal;

• Calcinhas com tecido sintético e protetor diário, devido abafar a região e facilitar a proliferação de fungos e bactérias;

• Banhos quentes, evitando a irritação da genitália;

• Deixar o absorvente interno por um dia inteiro, para evitar a proliferação de bactérias;

• Lavar a região interna da vagina com sabonetes que contenham hidratantes, cheiro e pH ácido. Dê preferência ao sabonete com pH neutro.


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