Guia rápido de alergias

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O dia 8 de julho é o Dia Mundial da Alergia. A data definida pela Organização Mundial da Saúde (OMS) foi criada com o intuito de alertar as pessoas sobre o assunto. Segundo a OMS somente no Brasil, 35% da população sofre desse mal. Em épocas frias, como o inverno, os casos alérgicos se tornam bem mais comuns.

Normalmente, o sistema imunológico defende o corpo de substâncias possivelmente nocivas, como as bactérias, por exemplo. Porém, em algumas pessoas, estímulos que são considerados normais acabam sendo vistos como nocivos, e é daí que surge o problema.

Confira os tipos de alergia segundo a Dra. Ana Paula Castro, alergista e imunologista do Hospital Sírio Libanês, em São Paulo.

Alergia a alimentos

A alergia alimentar geralmente começa na infância, mas pode ocorrer em qualquer idade. Felizmente, muitas crianças se livram delas mais velhas. Entretanto as alergias a amendoim, frutas secas e frutos do mar tendem a durar a vida toda.

O ideal é procurar um médico caso desconfie que tem algum dos sintomas e evitar os alimentos que causem a reação se a alergia for comprovada.

Alergias da pele

As pessoas alérgicas têm a pele normalmente mais seca do que o restante, e com a temperatura baixa do ambiente, e banhos quentes prolongados, a pele tende a ficar mais sensível, áspera e irritadiça e isso piora com o contato de certos tecidos.

É válido evitar o uso de muito sabonete nos locais atingidos, para não ressecar ainda mais a pele. A adequada hidratação ajuda bastante na melhora do ressecamento.

Alergias respiratórias

Geralmente causam espirros, coriza, coceira nos olhos, falta de ar, tosse e dores de cabeça e podem desencadear doenças como a rinite, asma e a sinusite.

Roupas, cobertores e edredons, guardados por muito tempo, também podem conter uma concentração maior de ácaros e mofo e desencadear crises respiratórias, portanto, devem ser lavados e arejados com frequência.

Alergia a medicamentos

Reações adversas a medicamentos são comuns e variam de efeitos mais moderados como náusea e vômitos à anafilaxia (dificuldades respiratórias).

Se a pessoa perceber qualquer sintoma após o uso de um medicamento deve procurar seu médico, que avaliará se é um efeito colateral do medicamento, ou então, uma reação alérgica.

Alergia a picadas de insetos

A alergia a picada de insetos ocorre com mais frequência em crianças até 10 anos. O número de lesões é variável e a coceira é sempre muito intensa. Os insetos que normalmente mais causam alergias são pernilongos, borrachudos, formigas, carrapatos e pulgas.

Deve-se evitar coçar o local pois isso pode gerar manchas, cicatrizes e até mesmo uma infecção por bactérias (que são trazidas pelas unhas, quando se coça a região).

Pelos de animais

Quando se fala em alergia a animais, muitos associam a causa do problema aos pelos. Mas aí está um dos principais mitos, pois na realidade o problema é o grande aumento de ácaros no ambiente, causado pela presença dos bichos.

Isso ocorre porque, além de pelos, os animais soltam muita pele - e o ácaro, que se alimenta disso, procria rapidamente e contamina o ambiente.

É recomendável evitar que ambientes com animais tenham muitos tapetes e móveis estofados e que os animais durmam no mesmo ambiente que a pessoa alérgica.


Por Vila Mulher

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