Fotos retratam a realidade das mulheres após a mastectomia

Mulheres depois da mastectomia

Foto David Jay

O câncer de mama é uma doença que assusta milhares de mulheres no Brasil e no mundo. Apesar de também atacar os homens, é mais comum entre o público feminino. Embora as incidências maiores sejam entre mulheres acima dos 40 anos, o quadro está cada vez mais preocupante, pois muitas jovens também estão sendo diagnosticadas com câncer.

De acordo com dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), todos os anos mais de um milhão de mulheres em todo o mundo recebem o diagnóstico de câncer de mama. Em São Paulo, cerca de 30 mulheres, por dia, recebem a notícia de que terão de enfrentar a doença. Nos estados Unidos, mais de 11 mil americanas com menos de 40 anos são diagnosticadas, anualmente, com a doença.

Tocado pela doença de uma amiga (Paulina), o fotógrafo David Jay, conhecido por fazer cliques de celebridades e do mundo da moda, criou o "The Scar Project". O projeto tem o intuito de sensibilizar as pessoas abordando um lado do câncer de mama no qual não estamos acostumados a lidar, que são as sequelas deixadas nas vítimas.

Paulina foi a primeira a posar para o fotógrafo e exibir as cicatrizes deixadas pelo câncer. Após ela, muitas outras jovens mulheres, sobreviventes da doença, foram fotografadas pelo olhar de David, em uma tentativa de aumentar a conscientização sobre a necessidade do diagnóstico precoce que aumenta as chances de cura.

Apesar de chocantes e comoventes, as fotos retratam mulheres que perderam todo o seio, que não possuem aréola ou que tiveram que retirar uma grande parte dos mamilos. As imagens falam por si só e nos mostram a realidade dessas jovens, a coragem e a força para continuar a vida, mesmo após um momento de extrema dificuldade.


No canal de televisão GNT, o documentário "Câncer de Mama: Despindo o Preconceito" mostrou a visão do fotógrafo David Jay sobre a luta contra o câncer de mama. Uma das histórias transmitidas no especial foi a de Michaella, de 32 anos, que recebeu o diagnóstico de câncer no ovário e optou em retirar os dois seios, já que as chances de ter câncer de mama chegavam a 45% para ela. Após realizar a mastectomia dupla, o risco caiu para 95%. Ela contou que mesmo com os seios reconstruídos, a feminilidade e o desejo sexual não são mais os mesmos.

O mês de outubro é dedicado à luta contra o câncer de mama com atividades em várias partes do mundo. Aqui no Brasil, além dos eventos públicos, alguns programas e emissoras abordarão o assunto.

Por Stefane Braga (MBPress)

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