Excesso de açúcar pode causar depressão

Anda triste e estressada e não sabe o motivo? Nada de TPM, a culpa pode ser do açúcar!
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Estresse e asiedade são alguns dos outros males do açúcar em excesso. Veja a pesquisa! Foto - Istock/vadimguzhva

Aqueles doces deliciosos, mas repletos de açúcar, podem trazer aquele alívio momentâneo e sensação de bem-estar, mas também podem causar efeitos devastadores no organismo, de acordo com uma nova pesquisa realizada por cientistas da Universidade de Emory, em Atlanta, nos EUA.


Além do indesejado aumento de peso, açúcar em excesso (mais especificamente a frutose) pode causar depressão, ansiedade e estresse, segundo o estudo - especialmente se o indivíduo estiver na fase da adolescência.

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Foto - Istock/vadimguzhva

Os pesquisadores identificaram que a frutose - encontrada naturalmente em frutas, mas também adicionada em doces industrializados - aparentemente está diretamente relacionada a doenças como cânceres, doenças do coração, hipertensão, problemas nos rins, diabetes tipo 2 e demência.

Além disso, a frutose também interfere no modo como o cérebro reage ao estresse, de acordo com o estudo. E isso é particularmente ruim, porque o organismo, quando exposto a níveis de estresse contínuos, pode acarretar no aumento da pressão sanguínea e também aumenta o risco de infartos e AVCs.

O estudo

A pesquisa foi realizada durante dez semanas com ratos, alguns deles receberam uma dieta padrão e outros consumiram uma dieta rica em frutose. Depois os bichinhos foram expostos a situações que poderiam causar estresse, como nadar ou percorrer um labirinto.

As cobaias adolescentes que receberam a dieta com alto nível de frutose produziram mais hormônio cortisol do que as cobaias adultas que receberam a mesma dieta. Além disso, os ratinhos também demonstraram estarem ansiosos e depressivos.

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Foto - Shutterstock

Por isso em adoslecentes uma dieta rica em frutose causaria um efeito mais aterrador do que em indivíduos adultos e, ao longo dos anos, a tendência é piorar. "Nossos resultados mostram novas perspectivas com relação a como uma dieta pode alterar a saúde cerebral e levar a importantes implicações na nutrição e desenvolvimento dos adolescentes", afirmou Constance Harrell, autora do estudo.

Por Thamirys Teixeira

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