Exagerar no álcool pode comprometer o fígado

Exagerar no álcool pode comprometer o fígado

O consumo exagerado de álcool pode comprometer o fígado de forma irreversível, nestas épocas de carnaval, cuidado com a sua saúde. O alerta parte do Hospital Israelita Albert Einstein. O consumo crônico e excessivo de bebidas alcoólicas pode causar uma variedade de problemas no fígado.

O Dr. Vladimir Schraibman, especialista em cirurgia geral, gastrocirurgia e orientador de Cirurgias Robóticas da área de Cirurgia Geral e do Aparelho Digestivo do Hospital Israelita Albert Einstein, afirma que o consumo crônico e exagerado de álcool pode causar doenças como excesso de gordura no fígado (esteatose), hepatite alcoólica (inflamação) e cirrose, que causa dano permanente ao fígado, com possível necessidade de transplante. Aumenta ainda o risco de pancreatite (inflamação do pâncreas), miocardiopatias (doença do músculo do coração), traumas (secundários a acidentes por embriaguez) e o desenvolvimento de inúmeras doenças em recém-nascidos de mães alcoólatras.

Os principais sintomas que indicam que o fígado está comprometido são sangramentos, inclusive nas fezes e nos vômitos, náuseas e pele amarelada. O médico lembra que a quantidade de álcool que pode ser ingerida é bastante variável, de acordo com o organismo de cada pessoa. "Algumas pessoas são extremamente sensíveis aos efeitos da bebida alcoólica, enquanto outras parecem ser completamente imunes. E não existem testes laboratoriais para se determinar quem tem esta predisposição", afirmou.

A recomendação é que se consuma, no máximo, 4 a 5 doses por semana. Mas cabe lembrar que a dose é medida pelo teor alcoólico da bebida. "Sendo assim, no caso do vinho, uma dose corresponde a uma taça. Para a vodka, que tem maior teor alcoólico, a dose corresponde a menos da metade de um copo. A cerveja é uma das bebidas com menor teor alcoólico e a dose corresponde a uma lata de 350 ml. Mas é necessário ter cautela no consumo", recomendou.


No caso do gênero, o médico lembra que os homens possuem mais massa corporal, portanto apresentam uma tolerância maior ao álcool, visto que a diluição da substância em indivíduos maiores é maior.

Por Catharina Apolinário

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