Esperança nas células-tronco

Esperança nas célulastronco

Divulgação/ Tv Globo

Na novela "Viver a Vida", de Manoel Carlos, a personagem de Alinne Moraes (Luciana) tem envolvido os telespectadores no drama de ter sofrido um acidente que a deixa tetraplégica.

Na vida real, casos como o de Luciana ganham um novo horizonte de possibilidades com a utilização das células-tronco, resultando em uma cura da laceração. "Ao serem injetadas no local da lesão, elas se transformam em células do sistema nervoso e voltam a fazer a ligação interrompida", explica Alexandre Ayoub, diretor do Centro de Criogenia Brasil, em São Paulo.

"A coleta é feita imediatamente, por um enfermeiro treinado, após o nascimento do bebê, e dura de 3 a 5 minutos, sem interferir no procedimento do parto. Não há qualquer risco para mãe ou bebê", explica Alexandre.

Segundo ele, mais de 300 doenças degenerativas podem ser curadas com a utilização desses minúsculos organismos. "Entre essas estão as 70 doenças do sangue, como leucemia, talassemia (anemia hereditária), anemias malignas entre outras. Além de cirrose, diabetes, enfarte, derrame e paralisias", enumera o especialista.

As células-tronco funcionam como um coringa no organismo. Elas não têm uma definição certa até que o corpo indique o que fazer. Ou seja, podem atuar como outras células quando necessário, permitindo que um processo reparatório, por exemplo, seja realizado.

A coleta das células logo após o nascimento de um bebê pode ajudar, no futuro, caso a pessoa seja infelizmente acometida por doença ou acidente - e muitos casais já coletam. Mas outra vantagem é beneficiar outras pessoas, já que possuem uma enorme compatibilidade entre parentes consanguíneos. "Elas têm 100% de compatibilidade com o bebê, sem necessidade de procurar doador, e também um alto índice para irmãos e pais", observa Alexandre. Além disso, não têm prazo de validade. "A criogenia (tecnologia de produção de temperaturas baixíssimas), preserva as células-tronco infinitamente, a -196°C", finaliza.


Recentemente, a atriz Fernanda Rodriguez optou pelo armazenamento das células-tronco do sangue do cordão umbilical da sua primeira filha. As células-tronco do sangue do cordão umbilical são uma alternativa ao transplante de medula e renovam a perspectiva de cura de diversas doenças. Por isso, têm sido uma opção de muitos pais preocupados em oferecer a oportunidade de tratamentos mais eficientes para os filhos.

Por Tissiane Vicentin (MBPress)

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