Esclerose múltipla: saiba tudo sobre a doença

Você já ouviu falar sobre a esclerose múltipla? Saiba mais sobre a doença de Romero Rômulo (Alexandre Nero) em "A Regra do Jogo"
esclerose múltipla Romero Rômulo A Regra do Jogo

Foto - Reprodução/TVGlobo

A novela "A Regra do Jogo" começou há pouco tempo e já levantou uma questão que merece mais do que nunca a atenção do público: a esclerose múltipla.

O protagonista da trama, Romero Rômulo (Alexandre Nero) foi diagnosticado com EM se desesperou. Assim como na ficção, na vida real a reação das pessoas ao descobrirem a esclerose é assim, chocante e cheia de dúvidas.

Para esclarecer algumas dessas questões, confira abaixo tudo o que você precisa saber sobre a EM:

1- É mais comum do que se imagina

esclerose múltipla Romero Rômulo A Regra do Jogo

Foto - Reprodução/TVGlobo

A doença é um mal que afeta o sistema nervoso central com ativação de elementos do sistema imunológico do paciente contra suas próprias estruturas. 

Em todo o mundo, são 2,5 milhões de pacientes, no Brasil, devido à demora do diagnóstico, apenas cinco mil pessoas, das 30 mil estimadas, recebem tratamento adequado.

No Brasil, a Associação Brasileira de Esclerose Múltipla (ABEM) estima que existam mais de 30 mil pessoas portadoras no país. A doença atinge jovens adultos na faixa etária de 20 a 40 anos. 

2- Exige superação constante

esclerose multipla claudia rodrigues

Foto - Reprodução

Uma bela história de convívio com a doença é da atriz Claudia Rodrigues. Ela recebeu o diagnóstico de que tinha esclerose múltipla e teve que deixar o seriado "A Diarista", na Globo. Ela tinha dificuldades para andar e falar, o que a impossibilitou de trabalhar. A saída do trabalho levou Claudia à depressão.

Em 2012, depois de se submeter a tratamentos, medicação, fono e fisioterapia, ela conseguiu controlar os sintomas e voltou a atuar no Zorra Total. Hoje, Claudia é madrinha da Campanha de Conscientização da Esclerose Múltipla realizada pela ABN, Academia Brasileira de Neurologia.

Outra história de superação é do maestro João Carlos Martins. Ele conseguiu superar a doença depois de muita luta. "Gosto de dizer para as pessoas que enfrentam uma adversidade que elas têm dois caminhos: um em direção ao abismo e outro que as leva a fazer da adversidade uma plataforma para construir o futuro", disse, ao Vila Mulher.

O musicista afirma que é preciso manter sempre a esperança em primeiro lugar, mesmo diante do diagnóstico de um problema de saúde como a esclerose múltipla. "Minha vida é baseada na palavra esperança e eu acredito que, a partir do momento que você tem esperança, você consegue alcançar o seu objetivo", enfatizou Martins.

3- Pouco se sabe sobre a doença

Conscientizese sobre a esclerose múltipla

Foto/ Reprodução site ABEM

A esclerose múltipla não é muito conhecida pelas pessoas. Os medicamentos que podem modificar o seu curso são chamados imunomoduladores, eles reduzem os surtos e retardam a evolução da incapacidade neurológica. O tratamento imediato de pacientes tem como principal objetivo a redução da frequência e intensidade dos surtos, que são déficits neurológicos agudos, mais comuns na fase inicial da doença.

4- O momento do diagnóstico pode ser árduo

esclerose múltipla Romero Rômulo A Regra do Jogo

Foto - Reprodução/TVGlobo

Uma pesquisa realizada pela Bayer HealthCare Pharmaceuticals com 650 pessoas diagnosticadas com esclerose múltipla (EM) em 12 países, entre eles o Brasil, demonstrou que oito entre dez pessoas se sentiram ansiosas e confusas no momento do diagnóstico, sendo os maiores medos destes pacientes ficarem inválidos (65%) e se tornarem um peso para a família (61%).

5- É preciso detectar o quanto antes

Detectar a esclerose múltipla o mais rápido possível pode contribuir para o bom andamento do tratamento. "O diagnóstico precoce está ligado ao tratamento precoce, o que permite reduzir a incidência de sequelas e melhorar o controle da doença", afirmou o médico neurologista Dr. Roberto Carneiro.

O especialista alerta para o fato desse diagnóstico não ser simples. "Os sintomas da esclerose múltipla são semelhantes aos de outras patologias neurológicas e por isso é preciso afastar todas as hipóteses antes de fechar um diagnóstico", explicou o especialista.

6- As causas são desconhecidas

As causas da EM ainda são pouco conhecidas, mas estudos recentes sugerem a existência de uma predisposição genética, associada à influência de fatores ambientais.

Por Thamirys Teixeira

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