Entenda o Mal de Parkinson

entenda o Mal de Parkinson

Mal que já afetou famosos como Michael J. Fox e foi retratado no filme "Amor e Outra Drogas", onde a personagem de Anne Hathaway, a jovem Maggie, também sofre com a doença. O Mal de Parkinson (nome em homenagem a James Parkinson, o primeiro médico a descrever a doença) é uma doença do sistema nervoso central que afeta a capacidade do cérebro de controlar nossos movimentos.

O cérebro também é responsável pelos mais simples gestos, como piscar os olhos, andar ou beber um copo de água. As células cerebrais que comandam esses movimentos são conhecidas como neurônios dopaminérgicos, que produzem a dopamina, um neurotransmissor que age no controle dos movimentos finos e coordenados.

Os sintomas da doença só surgem quando cerca de 80% dos neurônios encontram-se destruídos. O porquê desta destruição ainda não se sabe, o que faz com que o Mal de Parkinson seja considerado uma doença sem causa definida.

Várias outras doenças neurológicas podem apresentar um quadro clínico semelhante ao Mal de Parkinson, o que dificulta a distinção, principalmente na fase inicial da doença, tornando importante a experiência de um especialista.

Os sintomas mais comuns de quem sofre do Mal de Parkinson são os sintomas motores: tremores dos membros, bradicinesia (movimentos lentos que acabam dificultando ações simples como abotoar uma blusa, amarrar os sapatos) e rigidez muscular, que limita a amplitude dos movimentos, causando dor. Um dos sinais típicos é a perda do balançar dos braços enquanto se anda.

Os fatores de risco mais identificados são o histórico familiar, traumas no crânio e a idade. Jovens podem apresentar sinais da doença, embora seja algo muito raro. Para diagnosticar a doença particularmente nos jovens é mais difícil; pode passar despercebida por vários meses ou anos.


Infelizmente não há cura para o mal de Parkinson, porém, os tratamentos atuais são bastante efetivos no controle dos sintomas. Na maioria das vezes são usadas drogas que simulam a ação da dopamina no cérebro. Além do tratamento com remédios, a prática de exercícios regulares é importante para retardar os sintomas motores da doença. Corrida, natação e caminhada são atividades bastante indicadas. A fisioterapia e o uso de drogas antidepressivas também ajuda no tratamento.

Por Jessica Moraes

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