Entenda o câncer de laringe que afetou Lula

Entenda o câncer de laringe que afetou Lula

foto: divulgação

Na manhã do último sábado, dia 29, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi diagnosticado com câncer de laringe.

O ex-presidente esteve no hospital após começar a apresentar dores de garganta e rouquidão acima do normal, sintomas que levaram ao diagnóstico do tumor maligno médio, de 3 cm, localizado na laringe, na parte superior da glote, perto das cordas vocais. De acordo com os médicos, este tipo de câncer é plenamente curável, podendo ser tratado sem cirurgia, apenas com quimioterapia.

A doença é pouco frequente e representa apenas 2% de todos os tipos de tumores malignos no Brasil. O ex-presidente está incluso justamente no principal grupo de risco deste tipo de câncer: consome bebidas alcoólicas, é fumante e faz uso frequente da voz.

O período do tratamento de quimioterapia que Lula levará cerca de três meses. Apesar de o câncer não ser dos mais agressivos, a quimioterapia a que o ex-presidente será submetido é considerada pesada.

Ele inclusive teria perguntado aos médicos se perderia o cabelo, o que foi confirmado. Lula passará por três sessões de quimioterapia, de 20 em 20 dias, além de sessões de radioterapia. Este tratamento será ambulatorial, ou seja, ele será liberado para voltar para casa em seguida.

De acordo com o Instituto Nacional do Câncer (Inca), os fumantes têm 10 vezes mais chances de desenvolver o câncer de laringe. Quando o fumo é associado ao consumo de bebidas alcoólicas, as chances são 43 vezes maiores. Uso constante da voz e alimentação irregular também são fatores de risco.

Os principais sintomas do câncer de laringe são dor de garganta que não cessa, dificuldade ou dor para ingerir alimentos, mudanças na voz (rouquidão) e dores de ouvido.

O câncer de garganta requer acompanhamento constante de médicos de várias especialidades, como otorrinolaringologistas e oncologistas. Tal tipo de câncer atinge principalmente homens acima de 40 anos e também pode ser provocado por exposição a fatores externos ambientais, como a poluição.


Ainda de acordo com o Inca, dependendo da localização e do estágio do câncer, o paciente com a doença pode ser tratado com cirurgia e/ou radioterapia e com quimioterapia associada à radioterapia, havendo uma série de procedimentos cirúrgicos disponíveis de acordo com as características do caso e do paciente.

Por Jessica Moraes

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