Doses moderadas de vinho tinto faz bem para os ossos

Vinho tinto para ossos e músculos

Um estudo realizado por pesquisadores franceses aponta que o resveratrol, substância encontrada no vinho tinto, pode prevenir os efeitos da resistência à insulina, da atrofia muscular e da perda de densidade óssea.

A pesquisa feita por uma Universidade na França foi realizada com animais e simulou condições encontradas por astronautas em gravidade zero, que normalmente ficam longos períodos sem se exercitar e, consequentemente, menos resistente à insulina (o que leva ao ganho de peso e descontrole alimentar), atrofia muscular e perda de densidade óssea, por conta da falta de gravidade.

Entretanto, esses mesmos sintomas são comuns em pessoas sedentárias, por exemplo, o que dá uma dimensão mais ampla para os resultados da pesquisa.

Há diversos dados que comprovam que o corpo humano precisa de atividade física para permanecer saudável. Mas fazer essas atividades pode ser difícil para diversas pessoas, como aquelas com pouco ou nenhum tempo para uma rotina mais saudável.

"O resveratrol pode não ser um substituto para os exercícios, mas pode diminuir a velocidade dessa deterioração dos ossos, músculos e apetite e ajudar na retomada de uma rotina mais saudável", afirma Gerald Weissman, um dos pesquisadores.

Nos modelos animais, que passaram por ambientes simulados de falta de gravidade, o grupo que recebeu suplementação de resveratrol mostrou poucas complicações na saúde do organismo. E os resultados se aplicariam também, hipoteticamente, às pessoas sedentárias.


Segundo os cientistas, o resveratrol encontrado no vinho tinto pode prevenir condições ligadas à falta de atividade mecânica do corpo agindo como uma imitação dos exercícios físicos, liberando certas substâncias que protegeriam os ossos, músculos e ajudariam a controlar a sensibilidade à insulina.

Por Jessica Moraes

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