Doenças respiratórias no Outono

Doenças respiratórias no outono

No Outono, estação caracterizada pela queda das temperaturas e pela baixa umidade do ar, médicos e demais profissionais de saúde se preparam para atender adultos e crianças que sofrem com problemas respiratórios.

As características da estação fazem com que doenças como asma, rinite e gripe se manifestem com mais força e atinjam aproximadamente 60 milhões de brasileiros. No entanto, algumas atitudes simples, indicadas pelo médico André Pereira, chefe da pediatria do Hospital Rios D’Or, no Rio de Janeiro, ajudam a manter a saúde nesta época seca do ano.


"A diminuição da temperatura, a baixa umidade relativa do ar e o maior nível de poluição atmosférica aumentam os casos de doenças respiratórias infecciosas, inflamatórias e alérgicas. É também época em que se proliferam os ácaros, que formam boa parte da poeira presente no ar", explica Pereira.

Segundo o médico, entre as doenças respiratórias infecciosas destacam-se os resfriados (causados por rinovírus) e gripes (causados pelo vírus influenza), sendo este mais grave, pois, além dos sintomas de resfriado, como coriza, mal-estar e dor no corpo, costuma causar febre alta e levar o paciente a ficar de cama. Outras doenças são otite, bronquite, asma, sinusite, rinite e conjuntivite. O rotavírus, responsável por casos de diarreia aquosa e contagiosa, completa a lista.

Há muitas formas de amenizar os efeitos que as doenças da estação causam à saúde e quem deve definir qual tratamento é indicado para cada caso é o médico, após avaliação criteriosa. Porém, Dr. André Pereira salienta a importância da vacinação contra a gripe para as crianças.

"É a melhor maneira de se proteger contra o vírus influenza. Depois de aplicada, a vacina leva cerca de um mês para fazer efeito. Isso justifica sua aplicação nos meses que antecedem o outono e o inverno. Embora sua eficácia não seja de 100%, a injeção garante sintomas mais amenos e tem de ser anual, uma vez que o influenza sofre mutações todos os anos", afirma.

Para as crianças, há também a vacina antipneumocócica, que protege contra pneumonias, otites, meningites. Bebês tomam três doses, com dois, quatro e seis meses de vida, e depois, um reforço aos 15 meses.

Outras doenças, como bronquite e asma, são, em geral, tratadas com anti-inflamatórios inalatórios e broncodilatadores. A rinite, que atinge um a cada sete indivíduos no mundo, também tem no uso de anti-inflamatórios locais e antialérgicos formas eficazes de tratamento.

Uma das formas de prevenir-se das doenças típicas das estações frias é evitar aglomerações e lugares pouco arejados. Também é importante deixar as janelas abertas para que a casa esteja ventilada. "Devemos manter a casa e o ambiente arejados, livres de poeira e sujeira, para evitar o agravamento de doenças simples, como a rinite e a sinusite. Evite também a exposição ao frio e à chuva levando sempre na bolsa ou no carro o ‘kit outono/inverno’ (casaco e guarda-chuva)", orienta o médico.

Outra recomendação importante é esterilizar os aparelhos de nebulização antes de utilizá-los. Também é preciso cuidado com as roupas. É comum tirarmos cobertores e blusas de lã do armário e usá-los diretamente. Porém, essas roupas guardadas estão cheias de ácaros, que são alguns dos principais ativos das crises alérgicas.

Como medidas de prevenção, o recomendável é lavar roupas e cobertas, secando-as ao sol, antes de usá-las. Deixar os travesseiros expostos à luz solar também auxilia no combate aos ácaros. Outra dica importante é lavar as roupas de cama com mais frequência, pois elas também acumulam ácaros, que se proliferam com facilidade nesse período mais seco.

Por Jessica Moraes

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