Dismorfia corpórea: o mal da distorção de imagem

Quem sofre com essa disfunção se torna obcecada por mudanças em alguma parte do corpo
Daiana Garbin

Daiana Garbin e Tiago Leifert. Foto - Divulgação

Recentemente, a repórter global Daiana Garbin, esposa do jornalista e apresentador Tiago Leifert, deu uma declaração que chocou muita gente. Daiana assumiu que desde os cinco anos de idade repudia seu corpo e já fez as maiores loucuras para emagrecer. “Eu queria ser magra, seca, igual aquelas modelos”, afirmou a repórter. Daiana é mais um exemplo de quem sofre com uma doença chamada dismorfia corpórea, que provoca uma distorção da própria imagem. No caso de Daiana, ela explica que se olha no espelho e se acha gorda, mesmo estando com um peso dentro do recomendável.


O transtorno de distorção de imagem leva à portadora da doença a cometer os mais extremos atos para emagrecer, o que acaba gerando outras doenças, como a bulimia. Isso porque, depois de alimentar compulsivamente, quem sofre com esse transtorno acaba provocando vômitos em uma tentativa de não engordar. Outra consequência da dismorfia é a anorexia, um caso ainda mais que grave que a bulimia, já que a pessoa para completamente de se alimentar.

Por vezes, é difícil perceber quem está acometido com o transtorno de distorção de imagem, mas alguns sinais são claros e podem indicar o início da doença:

- Preocupação extrema com a sua aparência física;

- Comparação de sua aparência com a dos outros;

- Relutância em aparecer nas fotos;

- Avaliação constante de si mesmo no espelho, ou aversão total a espelhos;

- Forte crença de que possui alguma anormalidade ou defeito em sua aparência, o que a torna “feia”;

- Evitar ambientes sociais.

Normalmente, quem passa pelo transtorno dismórfico corporal se torna obcecada por mudanças em alguma parte do corpo, tendo a mais urgente necessidade de mudar suas características físicas com plásticas e procedimentos super invasivos. Por isso, ao perceber todos esses sinais, o ideal é buscar auxílio de um especialista no assunto, que deverá encaminhar o paciente para o tratamento psicológico adequado, muitas vezes com emprego de terapias e medicamentos apropriados.

Por Renata Branco

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