Dicas para reduzir os efeitos da baixa umidade do ar

Dicas para reduzir os efeitos da baixa umidade do

As temperaturas elevadas ao mesmo tempo em que falta chuva fizeram baixar a umidade relativa do ar. De acordo com o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), por causa da baixa umidade relativa do ar 11 unidades federativas estão em alerta. As regiões consideradas em estado mais grave são Mato Grosso, Minas Gerais, Tocantins, Goiás, Distrito Federal e parte de São Paulo. Nos locais em alerta, a estimativa é que a umidade fique em menos de 20%.

Quando a umidade relativa do ar é inferior a 30%, a Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda estado de atenção. Com a falta de chuvas e o tempo seco, a qualidade do ar piora e os poluentes não se dispersam propiciando o surgimento ou agravamento de doenças respiratórias. Além disso, o tempo seco pode colaborar no ressecamento da pele e dos cabelos.

Crianças, idosos e pessoas que já possuem alguma doença alérgica respiratória sofrem mais com essa situação. Eric Stöcker, diretor geral da empresa, SuperSAN, especializada em técnicas para eliminar bactérias que causam crises alérgicas, lembra que o problema não está apenas nas ruas. "Ao contrário do que muitos pensam o problema não está apenas nas ruas ou nos transportes coletivos, com grandes aglomerações de pessoas. A casa e o escritório podem se tornar ambientes inóspitos para pessoas alérgicas quando o clima está seco e a umidade do ar muito baixa", comentou.

A fisioterapeuta Ingrid Peres, da rede de clínicas de estética Onodera, dá dicas para combater o ressecamento e os problemas causados pela baixa umidade relativa do ar:

- Não abuse de banhos muito quentes e demorados;

- Use cremes hidratantes, de preferência, logo após o banho. Atenção a partes mais ásperas do corpo, como cotovelos, calcanhares e joelhos;

- Evite o uso do ar-condicionado, inclusive dentro do carro;

- Para manter o ambiente mais úmido, uma bacia com água pode ser usada no lugar de um vaporizador;

- Lembre-se de que é recomendado beber no mínimo dois litros de água por dia, também durante o inverno;

- Para casos de peles mais secas e sensíveis, tratamentos estéticos de hidratação profunda são bastante recomendados.

Hidratação nasal

O tempo seco e frio causa piora da qualidade do ar e os altos índices de poluição ambiental e o confinamento em ambientes fechados e pouco arejados são o estopim para a desidratação nasal. A mucosa do nariz fica desidratada e os batimentos mucociliares, fina camada de cílios microscópicos que reveste a parte interna do nariz, paralisa e não desempenha sua função de filtrar o ar que entra no organismo.

A doutora Maura Neves, otorrinolaringologista do Hospital Universitário da Universidade de São Paulo (USP), afirma que o resultado disso é um sistema respiratório mais exposto aos componentes tóxicos do ar urbano, como o gás metano dos automóveis e indústrias, fumaça de cigarro, além de uma série de vírus e bactérias que, quando inalados, podem causar infecções respiratórias, intensificar crises de asma e até mesmo provocar lesões pulmonares. Maura dá dicas de prevenção do ressecamento nasal:


- Manter uma bacia de água no local

- Beber bastante água ao longo do dia

- E caso já exista o desconforto nasal, a otorrinolaringologista recomenda o uso de um gel nasal chamado Maxidrate (cloreto de sódio 4,5 mg/g), que previne a piora do quadro clínico de pacientes alérgicos com rinite.

Por Catharina Apolinário

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