Diabetes: mulheres ainda mais atentas

Diabetes mulheres ainda mais atentas

Quem tem diabetes precisa viver de uma maneira regrada. Sem disciplina, a saúde pode piorar e outras doenças podem aparecer. Quando falamos das mulheres diabéticas é necessário ter ainda mais cuidado.

Assim como os homens, as diabéticas podem ter complicações no que se refere a doenças cardiovasculares, comprometimento de rins, retina e nervos. No entanto, de acordo com o endocrinologista, Luciano Giacaglia, a angina e infarto são mais comuns em mulheres diabéticas, assim como o maior risco de gangrenas e de coma por cetoacidose (descompensação grave do diabético tipo 1) que é 50% mais freqüente em mulheres.

Giacaglia explica que outro problema comum entre as diabéticas é o corrimento vaginal por infecção repetida por fungo, além de infecções urinárias de repetição (com poucos sintomas), que acabam sendo um fator adicional no comprometimento da função dos rins. “Os elevados níveis de glicose criam um meio ideal para fungos e bactérias. A mulher se torna ainda mais vulnerável quando usa DIU, que aumenta muito o risco de infecção.”

A preocupação com a beleza sem os devidos cuidados também pode colocar a mulher em risco. “Podem surgir infecções cutâneas durante tratamentos com cremes abrasivos, visitas à manicure com lesões ocasionadas por manipulação das unhas e retirada de cutícula. O pé é porta de entrada de infecções, que podem levar até a quadros de amputação.”

Um estudo americano divulgado no ano passado mostrou que 30% das diabéticas declararam tomar uma dose de insulina inferior à prescrita por medo de engordar. O endocrinologista explica que na verdade o que engorda é o alimento em excesso e não a insulina que deve ser ajustada a uma alimentação equilibrada e balanceada.

Ele explica que o músculo em atividade é capaz de retirar a glicose da circulação de uma maneira semelhante à insulina. “Se o problema é o peso, a atividade física aeróbica diária é a melhor solução. Assim, a mulher pode reduzir a insulina, não pelo medo de engordar, mas sim pelo fato de sua glicemia estar melhor controlada.”

A preocupação das diabéticas cresce quando decidem ter um filho. De acordo com o médico, as diabéticas devem ter seus níveis glicêmicos muito bem controlados. A hiperglicemia nos primeiros meses de gestação pode ocasionar má-formação no feto ou aborto. Depois, pode promover aumento do tamanho do feto, tornando o parto mais difícil, além do aumento da pressão arterial materna, o que aumenta a probabilidade de óbito do bebê.

“O melhor a fazer é controlar muito bem a glicemia e planejar a data para engravidar. Durante a gravidez, é necessário fazer uma monitorização intensiva da glicemia capilar, até 6 vezes por dia, além de visitas mais freqüentes ao médico e orientação nutricional.”

O endocrinologista explica que todas as medicações orais são contra-indicadas durante a gestação. A glicemia deve ser controlada somente com insulina.

Por Larissa Alvarez

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