Depressão - o mal das mulheres

Depressão  o mal das mulheres

Segundo a ONU (Organização das Nações Unidas), para cada homem com depressão no mundo, há duas mulheres com a doença. Isso deve-se ao fato de que boa parte das depressões são provocadas pela vivência emocional e pelo ambiente.

Basicamente os fatores internos podem ser basicamente de fundo biológico ou hormonal. Alguns especialistas acreditam que são mudanças durante a puberdade, gravidez e menopausa, assim como no pós-parto, histerectomia ou aborto. Por essa razão os sintomas de depressão seriam mais comuns entre mulheres do que homens.

Já os fatores externos têm como causa as questões circunstanciais da vida da mulher, como dependência econômica, afetiva, exaustão, medo, sobrecarga de trabalho e vários tipos de violência, como a violência doméstica, sexual, psicológica, violência no parto entre outras violências, moral e civil.

Apesar das mulheres serem mais receptíveis para falar de seus sintomas e problemas - o que facilita o diágnóstico da patologia - ainda falta treinamento e preparo dos profissionais de saúde. Para diagnosticar o problema é preciso observar alguns sintomas comuns:

- Sentimentos de tristeza persistente e de vazio;

- Perda de interesse ou prazer em atividades comuns;

- Nervosismo, inquietação, irritabilidade, choro fácil;

- Sentimentos de culpa, inutilidade, falta de esperança, pessimismo;

- Excesso de sono ou ausência de sono;

- Perda de energia, fadiga;

- Baixa autoestima;

- Perda da libido;

- Pensamentos recorrentes em morte ou suicídio ou tentativas de suicídio.

Para lidar melhor com a situação, a pessoa deprimida deve evitar tomar tranquilizantes, procurar manter uma dieta saudável, fazer exercícios regularmente e ter uma atividade que promova bem estar, prazer, um sentido de realização à sua própria vida.


Caso a mulher não consiga fazer isto sozinha, ela deve ter a ajuda de familiares, amigos ou profissionais especializados nos cuidados da saúde mental. Há uma variedade de métodos usados para tratar a depressão, incluindo medicações como antidepressivos e psicoterapia. Um psicólogo, psiquiatra ou psicanalista pode determinar qual é o melhor tratamento a ser seguido.

Por Jessica Moraes

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