Depressão é o transtorno mental mais comum entre as mulheres

Depressão é mais comum entre as mulheres

Há diversos fatores que podem influenciar o humor de uma pessoa. Irritabilidade e cansaço são comuns até determinado ponto. É importante prestar atenção porque esses podem ser os primeiros sinais de uma doença silenciosa e muito perigosa: a depressão.

Segundo uma pesquisa encomendada pela Organização Mundial de Saúde, a depressão é a doença que mais causa incapacidade no mundo e atinge mais mulheres que homens. A ocorrência em pessoas do sexo feminino é de duas a três vezes maior. Suposições apontam como motivo dessa enorme diferença a inferioridade com a qual as mulheres ainda são tratadas na sociedade.

"Os transtornos do humor, dentre eles a depressão, em seus diversos graus, e os transtornos de ansiedade, sendo pânico e ansiedade generalizada, são os que mais atingem as mulheres", afirma a psiquiatra Dra. Simone Barazzetti. São chamados "transtornos" as alterações do funcionamento mental sem explicação física, diferente de "doenças" mentais, já que, nesse caso, há fatores físicos detectáveis que explicam os sintomas.

A Dra Simone elucida: "Dizemos que um conjunto de sintomas se torna uma doença quando começa a interferir em um ou mais setores da vida da pessoa: seja no trabalho, nas relações familiares ou sociais, na vida acadêmica". A depressão apresenta sinais aos poucos e de forma leve, por isso, é preciso ficar bastante atenta. "Os principais sintomas são tristeza, desânimo e/ou cansaço.

Outros sintomas comuns são falta de interesse ou prazer, déficit de memória, choro fácil, angústia, dores, alterações do sono e do apetite", esclarece a especialista.

Segundo a Dra. Simone, as pessoas que sofrem de depressão podem se isolar dos amigos e da família. Além disso, pode haver queda de desempenho no trabalho ou nos estudos e, às vezes, até começa a faltar aos compromissos. "Ela pode até negligenciar o autocuidado ou o cuidado com outros", pontua a psiquiatra. "É importante não demorar meses para procurar ajuda porque o tempo de evolução da doença vai interferir no tempo de uso da medicação e na resposta à mesma", completa.

A psiquiatra confirma o resultado das pesquisas: os homens são mais resistentes aos transtornos mentais, porém também são mais resistentes na hora de procurar ajuda. Isso porque não gostam que falar sobre sentimentos pessoais. Dra. Simone afirma que terapia e medicamentos são o suficiente para curar depressão, exceto em casos graves, que pode haver a necessidade de eletroconvulsoterapia, um tratamento composto por choques elétricos na região das têmporas provocando convulsão. Especialistas afirmam que a eletroconvulsoterapia é segura e muito eficaz.


Para se livrar deste mal, a coisa certa a fazer é procurar ajuda médica ao notar os primeiros sintomas. Somente na minoria dos casos há possibilidade de cura sem a ministração de medicamentos. "Apenas em casos leves de depressão ou ansiedade pode-se tentar apenas o tratamento psicoterápico. Casos moderados a graves, a medicação precisa ser introduzida", finaliza a psiquiatra.

Por Bianca de Souza (MBPress)

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