Depressão crônica e distimia - como tratar

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Essa dúvida é bastante comum: depressão crônica é o mesmo que distimia? Sim e não.

As confusões de autodiagnósticos se dão pelos sintomas que são parecidos."A distimia é uma forma de depressão, um estado depressivo crônico. A doença apresenta sintomas menos severos, mas que se manifestam por mais tempo", afirma a neuropsicóloga, Ligia Menezes. O longo período pode até passar de dois anos convivendo com o mal diariamente.

As principais características da doença são formadas por um conjunto de sentimentos, como mau humor, tristeza constante, fadiga em excesso, dificuldade de concentração, sensação de desamparo, alterações no sono, baixa autoestima e distúrbio de apetite.

Alguns pacientes podem desenvolver distimia por motivos genéticos - sim, pode ser uma herança os pais - e, por isso, a doença aparece independente do ambiente ou estilo de vida. "Acredita-se que cerca de 3 a 6% da população geral apresente a patologia, sendo uma das condições mais comuns encontradas na prática médica", afirma Ligia.

"Alguns hábitos podem ajudar a prevenir a doença, como manter pensamentos positivos, evitar o pessimismo e acreditar que sempre há uma saída para resolver seus conflitos", completa a neuropsicóloga. Para tratar, o paciente também pode usar medicamentos antidepressivos acompanhados de sessões de psicoterapia. Como os sintomas da distimia podem durar anos, é provável que o tratamento também necessite de um período maior para obter bons resultados.

Mas, e a depressão crônica?

Já a depressão crônica é a incapacidade de sentir-se feliz e sentir prazer, mesmo que aparentemente não haja motivo para isso. "A manifestação dos sintomas pode variar, dependendo da pessoa. Algumas características são humor depressivo, insegurança, apatia, dificuldade de concentração, sono de má qualidade, perda de apetite e peso, entre outras", explica Ligia.

O tipo de doença é mais grave e também tem um motivo para acontecer. Não é uma doença genética, portanto precisa de algum fato - um choque pessoal, luto, frustração - muito forte para começar a se desenvolver.

Combate à depressão

De acordo com a Organização Mundial a Saúde (OMS), a depressão atinge mais de 350 milhões de pessoas no mundo. O órgão acredita que até 2030, a patologia estará entre as mais comuns - como uma gripe, ou tosse.

Para mostrar como a depressão começa, cresce e pode ser combatida, a OMS divulgou um vídeo de aproximadamente 4 minutos, ilustrando a patologia como um cachorro preto. "É uma forma simples e clara do que é a depressão. Ele mostra toda a realidade da pessoa que tem a doença, e que existe sim a possibilidade de se livrar deste mal. A imagem do cachorro facilita a compreensão para quem não convive ou conhece a doença", reforça a neuropsicóloga.

Além disso, o vídeo mostra um ponto que também é importante para a recuperação da autoestima, quebrada pela depressão: a autoajuda. A motivação interna - acompanhada das sessões de psicanálise e antidepressivos - é a melhor saída para conseguir acelerar a recuperação da depressão crônica.

Procure praticar esportes, investir em lazer aos finais de semana, saia da rotina e tenha boas horas de sono. "Reserve alguns minutos do dia para relaxar, meditar e reconhecer que está com a doença e precisa ajuda curá-la", completa Ligia.

Como saber a diferença entre depressão crônica e distimia?

A maior diferença entre as duas doenças é o motivo da alteração de humor, intensidade e duração. "Na distimia o sofrimento não é algo arrasador, não aparece em um momento especifico da vida, gerando um comportamento desproporcional ou diferenciado do apresentado no dia a dia", conta a neuropsicóloga. Ao contrário da depressão, que é como um trauma após algum fato especifico.

Caso desconfie de sentir por muito tempo as alterações de humor, a ponte de poder interferir na vida profissional e pessoal, o melhor a fazer é procurar um profissional - seja um psiquiatra, psicólogo ou até mesmo um neurologista.


Por Caroline Sarmento

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