Cuide melhor de sua voz

Cuide melhor de sua voz

A forma mais eficiente de comunicação entre os seres humanos é a fala. E para fala precisamos de nossa voz em dia. Por isso vamos abordar aspectos práticos para que você possa cuidar melhor da sua voz no dia a dia. A fonoaudióloga do Centro de Dor e Neurocirurgia Funcional do Hospital Nove de Julho, Alice Estevo Dias, dá algumas dicas.

"Evitar a ingestão de refrigerantes, bebidas alcoólicas, gorduras e condimentos, falar alto em lugares barulhentos, tossir, pigarrear ou gritar, permanência sob ar condicionado, poluição por poeira, fumaça, mofo e cheiros fortes, assim como fumo ativo ou passivo, são cuidados básicos com a voz. Além de hidratação constante de nosso organismo, de preferência com água em temperatura ambiente, sucos naturais e água de coco", afirma a fono.

Segundo Alice, roupas confortáveis na região do abdômen e do pescoço também colaboram para saúde e prevenção da voz. Bem como repouso vocal após uso intenso, resfriados, gripes e infecções respiratórias ou laríngeas; manutenção ereta de cabeça e corpo ao falar e, quando necessário, realizar avaliações e exercícios fonoaudiológicos.

"Uma dor de garganta ou rouquidão por mais de 15 dias, falhas na produção ou ausência da voz, fadiga ou esforço ao falar, voz mais fina (aguda) ou grossa (grave) do que o normal ou redução do volume da voz pode ser indicação de uma alteração chamada disfonia, o que quer dizer que a voz não está saudável. Automedicar-se não é prudente ou mesmo usar soluções caseiras como gengibre, mel ou bala. O ideal é sempre usar pastilhas, sprays ou medicamentos apenas quando orientados por médicos", ressalta a especialista.


Mas, estes cuidados não adiantam para as pessoas acometidas por alguma doença neurológica relacionada aos movimentos involuntários, que pode desencadear alterações na voz. "Estas doenças precisam de acompanhamento profissional constante, são elas: Huntington, Wilson, Tourette, distonia e tremor essencial, entre outras. Dentre essas doenças, destaca-se a doença de Parkinson, que pode ocorrer em qualquer idade, contudo afeta 3,3% das pessoas com mais de 65 anos", explica.

Quaisquer que sejam os problemas e alterações na voz, devem ser tratados por um grupo de profissionais que inclui médicos neurologista e otorrinolaringologista. A especialista afirma ainda que o fonoaudiólogo conduz a reabilitação da voz alterada e também desenvolve a habilitação da voz clara, eficiente, impostada e aperfeiçoada.

Por Catharina Apolinário

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