Cuide do seu coração na Copa do Mundo

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Palpitações, sentimentos à flor da pele e nervosismo antes dos jogos podem definir bem o estado emocional de muitos brasileiros ansiosos pelas partidas do Brasil na Copa do Mundo.

Toda essa alteração das emoções afeta, além do equilíbrio psicológico, a saúde do coração, pois eleva significativamente os riscos de eventos cardíacos. É o que aponta pesquisa recente da Universidade de São Paulo (USP), que constatou que o número de internações por problemas cardíacos chega a aumentar em até 16% nos períodos em que há partidas da seleção brasileira.

No Brasil, cerca de 300 mil pessoas morrem vítimas de doenças cardiovasculares todos os anos, segundo dados da Organização Mundial de Saúde (OMS). Além dos cuidados tradicionais para se evitar uma alimentação irregular, com excesso de sal e gordura, principalmente na existência de obesidade e sedentarismo, nesse período de Copa é importante também estar atento a grandes vilões do coração.

Segundo o cardiologista Antonio Carlos Till, exemplos são: estresse emocional intenso, nervosismo, ansiedade, fumo e ingestão exagerada de bebidas alcoólicas, que aumentam a pressão arterial e os riscos de infarto.

Estar ciente de alguns sinais e sintomas que podem alertar para um possível infarto é de vital importância para o torcedor mais entusiasmado e passível a grandes alterações emocionais pré-jogos:

"A dor intensa no peito com eventual irradiação para o pescoço e mandíbula ou para o braço esquerdo, dor persistente nas costas, suor excessivo, palpitações acentuadas, sensação de desfalecimento são potenciais indicadores de angina ou infarto", destaca dr. Till.

O cardiologista reforça ainda é fundamental realizar um check-up anualmente para evitar doenças como o Acidente Vascular Cerebral (AVC),a Insuficiência Renal Crônica; e ainda o Infarto Agudo do Miocárdio (IAM) e a Insuficiência Cardíaca Congestiva (ICC).

"Confraternizar e descontrair com amigos e família, aproveitando o momento para se divertir e distrair a mente nos momentos mais decisivos, também são ações que ajudam na redução dos riscos cardiovasculares", finaliza o especialista.


Por Vila Mulher

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