Criança abandonada após receber sangue de mulher trans é adotada

Pais conheceram a doadora de sangue e descobriram que era uma mulher transexual; no dia seguinte, eles deixaram a criança em frente à casa dela.
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Foto ilustrativa: Istock

Rekha é uma mulher transexual da Índia que decidiu fazer uma boa ação e doar sangue para um bebê anêmico. Agradecidos pela ajuda, os pais decidiram ir até a casa da mulher para conhecer a pessoa que havia salvado a vida da filha. Mas a visita não foi como o esperado e eles se revoltaram ao descobrir que uma mulher trans havia doado o sangue. Por causa disso, os pais decidiram abandonar a criança, que acabou sendo adotada pela própria Rekha. A história foi publicada no blog “The Stories of Change”.


No dia seguinte à visita dos pais, Rekha e seus amigos encontraram um bebê deixado na frente da porta deles, com um bilhete escrito pelos pais. A nota dizia que a criança não era mais adequada para ser parte da família porque havia recebido sangue de uma transexual. A família estava preocupada que o bebê fosse "um deles" já que o sangue estava dentro de seu corpo. Rekha contatou o hospital para informar sobre o ocorrido, que confirmou que era o mesmo bebê para quem ela havia doado sangue.

Mesmo chocada com o acontecimento, a mulher decidiu adotar e criar o bebê, já que se identificava com a sua história. Rekha também foi abandonada por seus pais depois que eles descobriram que ela não era um menino. E, de acordo com Rekha, quando ela viu a menina recém nascida na frente da sua porta naquele dia, lembrou de todas as memórias ruins e decidiu que não deixaria a pequena sofrer como ela.

Hoje, a menina tem seis anos e frequenta uma escola pública. Rekha e os amigos são sua nova família que tentam dar-lhe as melhores instalações possíveis.

Apesar de ser feliz com a criança, o incidente deixou um profundo impacto na vida de Rekha, que ficou com medo de voltar a doar sangue. Perguntada sobre como as pessoas podem apoiar a causa e tornar a doação de sangue mais fácil para a comunidade LGBT, Rekha disse: "Não se trata de tornar as coisas fáceis. Não estamos contra nada. Só esperamos que o sistema facilite para que a nossa comunidade sangue sempre que for necessário”.

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