Conheça o transtorno bipolar

bipolaridade

Em alguns dias parece que a gente está “de lua”. É uma questão de segundos para o humor virar de cabeça para baixo. Até aí tudo bem. Problema mesmo é quando os extremos, depressão e euforia, acontecem de uma hora para outra, sem alguma razão. Talvez seja indícios do chamado transtorno bipolar.

“A bipolaridade significa uma oscilação de humor fora de sintonia com o que está de fato acontecendo. Os bipolares podem estar alegres, irritados ou enérgicos demais sem motivo, assim como no momento seguinte, podem ficar ansiosos, deprimidos ou apáticos. É uma epidemia mundial, mas as pessoas ainda não a reconhecem”, explica o psiquiatra Diogo Lara.

Cássia de Oliveira, de 53 anos, é uma pessoa bipolar. Na rotina da sua empresa, ela tinha atitudes agressivas com funcionários e sócias. “O que mais me atormentava era que percebia claramente como a minha conduta era inadequada. A força de vontade não bastava para controlar meus impulsos. Cheguei a pensar em morrer”, afirma.

Quem percebe melhor a doença são as pessoas em volta. “Como regra, quem tem bipolaridade busca ajuda quando sente o lado depressivo: desânimo, ansiedade, irritação, impulsividade ou desconcentração. Por isso, a bipolaridade acaba sendo diagnosticada como falta de atenção e hiperatividade”, esclarece Lara.

Depois de dois anos com a empresa, Cássia procurou ajuda. “Fui a um psiquiatra e recebi um tratamento inadequado. Tomava antidepressivos que me deixavam artificialmente tranqüila. Os medicamentos tinham a propriedade de trazer um bem-estar durante um período, depois não faziam mais efeito. O diagnóstico de bipolaridade foi realizado há quatro anos. E hoje, seguindo a orientação correta, minha vida é absolutamente tranqüila. Sei que a doença não tem cura e que existe a possibilidade de uma regressão”, diz Cássia.

Tratamento

O objetivo do tratamento é harmonizar o humor preservando o brilho do temperamento. “Isso se consegue com bons hábitos de vida, psicoterapias e remédios estabilizadores do humor, como a lamotrigina, a quetiapina e o lítio”, afirma Lara.

De acordo com o especialista, os medicamentos são eficazes e com poucos efeitos colaterais. “Ao contrário do que muitos pensam, o tratamento correto com medicamentos deixa essas pessoas mais produtivas e satisfeitas”, diz o médico.

Fonte MBPress

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