Como proteger os filhos da gripe H1N1

Dados apontam que, apesar de a vacina ser o método mais eficaz, muitas pessoas não tomaram essa prevenção. Saiba como proteger seus filhos
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aumentar a dose de vitamina D, por exemplo, pode ajudar a prevenir a gripe! Foto: iStock_dolgachov

Em tempos de mudança de estação é normal que uma série de novas doenças comecem a surgir. Porém além da tradicional gripe e dor de garganta, o vírus da gripe influenza A (H1N1) vem preocupando muita gente pela gravidade que conhecida "gripe suína" pode ter.


A doença é transmitida pelo ar, de pessoa para pessoa, através de gotículas de saliva de um indivíduo doente para outro saudável. Pela facilidade de contágio é preciso não só tomar as medidas necessárias para se proteger como orientar os filhos a se protegerem também, principalmente em ambientes movimentados, como na escola, por exemplo.

O jornalista Rick Berlitz já conversou com sua filha sobre a doença e mostrou vídeos de orientação. "Após cada atividade em casa ou na rua, sempre lembrava que deveríamos lavar as mãos. Em locais em que não era possível lavar as mãos com água e sabão, usávamos álcool gel", conta. 

Assim, a ação virou hábito, facilitando a assimilação. "Alertei sobre cuidados ao abraçar coleguinhas (que deve fazer, mas observando se eles estão gripados ou não) e para que lave as mãos sempre, sobretudo após as atividades fora da classe e quando chega em casa", diz. 

Já a assessora Erika Baruco também orientou o filho, Gustavo, quanto à higienização das mãos e contato com os coleguinhas. "E coloquei um frasquinho de álcool gel na bolsa para uso recorrente", conta. "Estamos falando bastante e dando exemplo, mas sem criar alarde, pânico. Na rua, quando passeamos, sempre usamos o álcool em gel, especialmente shopping".

O médico infectologista Milton Lapchik, da Comissão de Controle de Infecção do Hospital Infantil Sabará, de São Paulo, afirma que a recomendação médica para repouso e cuidados domiciliares está formalmente indicada somente para as crianças com síndrome gripal (febre, acompanhada de tosse ou dor de garganta, podendo estar acompanhado de náuseas/vômitos, dor muscular/articular). "Neste caso, os pais devem levar os filhos para consulta médica, em busca de orientações", explica.

Milton lembra que as escolas estão orientadas para atenção às medidas preventivas, visando reduzir os riscos de transmissão da doença. Mas os pais precisam estar atentos. "A transmissão da gripe A pode ser controlada com o envolvimento e colaboração das escolas, pais e alunos", opina. 

Vale, assim como Erika e Rick estão fazendo, incentivar as práticas de higiene pessoal, principalmente em atenção às mãos, e uso de lenços de papel e descartáveis, de etiqueta respiratória (como cobrir o nariz e boca ao tossir/espirrar) e evitar partilhar brinquedos entre as crianças neste momento. "Os brinquedos utilizados devem ser passíveis de higienização periódica", sugere o infectologista. 

Segundo ele, as escolas devem ainda atentar para a saúde dos funcionários, professores e alunos. "Realizar estudo de fluxos internos que reduzam a superlotação de ambientes e a boa higiene e ventilação ambiental também é fundamental. A atuação dos pais é fundamental, em apoio à escola, através de um canal de comunicação mais estreito e colaborativo". Anotou? Agora é só ensinar os pequenos a mesma lição. 

Outras formas de prevenção da gripe H1N1

Algumas outras maneiras de prevenção que muitas pessoas não tem conhecimento incluem aumentar a dose de vitamina D, para ajudar na imunidade, evitar açúcar e alimentos processados, que diminuem a imunidade, além de procurar reduzir o stress, que tem uma relação causal com a saúde física.

Apesar da vacina ser o método mais eficaz para combater a H1N1, dados apontam que muitas pessoas não tomaram essa prevenção. Caso a pessoa não encontre a vacina no SUS, ela tem que pagar cerca de R$ 100,00 para ser vacinada em um posto particular. 

Por Sabrina Passos editado por Thamirys Teixeira

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