Como identificar o câncer infantil

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O câncer infantil corresponde a um grupo de várias doenças que têm em comum a proliferação descontrolada de células anormais e que pode ocorrer em qualquer local do organismo. Os tumores mais frequentes na infância e na adolescência são as leucemias (que afeta os glóbulos brancos), os do sistema nervoso central e linfomas (sistema linfático).

As chances de cura ou de boa qualidade de vida são altíssimas para as crianças com câncer. Existem diferentes sinais pelos quais é possível supor que uma criança sofra de alguma ramificação da doença:

Anemia acompanhada de sangramentos e excesso de "manchas roxas" pelo corpo;

Dores de cabeça acompanhadas de alterações do sono ou do comportamento e conduta (a criança não era assim e passou a agir dessa forma!);

Febres prolongadas e sem causa aparente;

Dor de cabeça persistente, acompanhada de vômitos noturnos;

Inchaço e massa abdominal anormal (uma "bola", que não havia antes, aparece na barriga);

Cansaço, perda de peso e palidez;

Gânglios linfáticos inflamados (as famosas ínguas ou aquelas "bolinhas" que aparecem no pescoço, virilha e axilas);

Infecções frequentes;

Dor localizada persistente.

Um diagnóstico preciso somente pode ser dado por um médico especialista, já que esses tipos de sintomas poderiam ser sinais de outras doenças infantis.

Muitos cânceres pediátricos ocorrem em crianças bem pequenas e os pais se perguntam o "por quê?". Alguns casos são resultado da predisposição genética, mas ao contrário do que ocorre com os adultos, o câncer infantil não está associado a fatores como dieta, falta de exercícios físicos e, muito menos, ao uso de cigarro e álcool. A causa da maioria dos casos de câncer pediátrico ainda é desconhecida.

Tratamento

Pode ser tratado com cirurgia, radioterapia e quimioterapia ou pela combinação de duas ou mais dessas terapias. Apesar das exceções, o câncer infantil costuma responder bem à quimioterapia, porque tem crescimento rápido. É importante que o tratamento seja feito em centros especializados, porque tanto a criança com câncer quanto sua família têm necessidades especiais.

Centros especializados, contam com oncopediatras, especialistas em cirurgia e radioterapia, enfermeiras treinadas para lidar com crianças. Essas equipes incluem ainda psicólogos, nutricionistas, fisioterapeutas e pessoal especializado em cuidados paliativos e no acompanhamento da criança após o tratamento.


Por Vila Mulher

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