Como diagnosticar a fibromialgia

Como diagnosticar a fibromialgia

A fibromialgia é uma forma de reumatismo associada à sensibilidade do indivíduo frente à dor. O termo reumatismo pode ser justificado pelo fato de a fibromialgia envolver músculos, tendões e ligamentos. O que não quer dizer que acarrete deformidade física ou outros tipos de seqüela.

Se há fibromialgia, há dor. Porém, a fibromialgia apresenta diversos sintomas, inclusive alguns muito semelhantes aos de outras doenças, como problemas de sono e fadiga.

Por isso, seu diagnóstico não é tarefa simples. "É importante ressaltar que a fibromialgia pode coexistir com outras doenças", explica Milton Helfenstein Jr., Assistente Doutor da Disciplina de Reumatologia da UNIFESP.

Uma pesquisa encomendada pela Pfizer - "Fibromialgia: Além da Dor" -, aponta esta dificuldade de diagnóstico: a maioria dos médicos concorda que os sintomas da fibromialgia podem ser difíceis de distinguir de os de outras doenças.

Sem contar no desconhecimento de 70% dos pacientes brasileiros, que nunca tinham ouvido falar da fibromialgia até receberem o diagnóstico. Como a fibromialgia está associada a uma média de oito a 12 sintomas diferentes, o diagnóstico deve ser bastante criterioso e atentar-se aos principais sinais da doença.

Os principais sintomas da fibromialgia são dores generalizadas e difusas pelo corpo, aumento da sensibilidade à dor (um estímulo geralmente não doloroso pode doer), fadiga, sono não reparador (mesmo após dormir uma noite inteira, o paciente acorda cansado) e transtornos do humor (ansiedade e depressão).

Apesar de ainda não conhecer a exata causa da doença, sabe-se que o aumento nos impulsos dolorosos transmitidos pelo sistema nervoso central tem um papel importante na fibromialgia.

Não existem exames laboratoriais ou de imagem que comprovem a existência desta enfermidade. "Às vezes esses exames nos ajudam a descartar a possibilidade da fibromialgia, identificando outras doenças, como o hipotireoidismo", explica Helfenstein.

Assim, o caminho para o diagnóstico correto da fibromialgia passa pelo exame clínico, que avalia principalmente os locais de dor do paciente.

Depois do diagnóstico, é preciso levar o tratamento a sério. Ao contrário do que muitos pacientes pensam inicialmente, a atividade física deve fazer parte do programa terapêutico - manter-se ativo ajuda no controle da dor e exercícios como caminhada, hidroginástica, natação e alongamentos leves podem melhorar bastante a qualidade de vida do paciente com fibromialgia.

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Como ainda não existe cura para a doença, alguns medicamentos ajudam no controle dos sintomas, como analgésicos e relaxantes musculares. Utilizam-se ainda antidepressivos e neuromoduladores - nesta classe, a Pfizer desenvolveu Lyrica (pregabalina), que atua diminuindo o excesso de mensagens de dor transmitidas dos nervos doentes para o cérebro e, além de amenizar a dor, melhora a qualidade do sono do paciente.

Vale lembrar que o paciente deve sempre consultar um médico - profissional capacitado para fazer o diagnóstico correto e indicar o tratamento mais adequado para cada caso.

Por Jessica Moraes

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